Cartaxo disponibiliza automotora para apoiar populações isoladas

O principal objetivo da operação é garantir o transporte de bens fundamentais.

A Câmara do Cartaxo disponibilizou hoje uma automotora para assegurar o transporte de bens essenciais às populações isoladas entre a Ponte do Reguengo e o Morgado, informou o município.

De acordo com a autarquia, no distrito de Santarém, a composição ferroviária, disponibilizada pela CP, parte da Ponte do Reguengo às 19:20, regressando ao mesmo local às 19:50.

O principal objetivo da operação é garantir o transporte de bens fundamentais para residentes que permanecem isolados, podendo o transporte ser igualmente utilizado por pessoas que necessitem de deslocação urgente, refere o município.


O Câmara do Cartaxo, no distrito de Santarém, justifica a mobilização deste meio devido ao corte de várias vias rodoviárias e ao isolamento de diversas localidades. Entre as estradas submersas encontram-se a Estrada Nacional (EN) 114-2, entre o Setil e a Ponte do Reguengo, e a EN3-2, entre a Ponte do Reguengo e Valada.

Também a rua Professor Fernando Jaime Soares da Costa, entre Vila Chã de Ourique e a EN114-2 (acesso à A1), permanece submersa, bem como a Estrada Municipal 587, entre Lanço 3 Pontas e Vale de Santarém.

A povoação do Setil encontra-se isolada, tal como Valada, Porto de Muge, Palhota e Reguengo de Valada.

Na nota, a Câmara do Cartaxo agradece "a todas as pessoas, bombeiros municipais, voluntários, forças de segurança, proteção civil, empresas e instituições locais, regionais e nacionais" que têm assegurado apoio permanente às populações afetadas.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.