Caso da Madeira: juiz não teve em conta envelopes com dinheiro, relógios de luxos e depósitos em numerário
Arguidos foram libertados apenas com termo de identidade e residência após três semanas detidos para interrogatório.
O juiz que analisou os indícios sobre as suspeitas de crimes económicos no caso da Madeira não terá tido em conta a descoberta de quase 700 mil euros em envelopes, isto durante as buscas feitas pela Polícia Judiciária.
O jornal Público adianta ainda que o mesmo juiz terá também deixado passar outras descobertas, como 18 relógios de luxo e os talões de depósito de dinheiro vivo na conta do ex-presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, com a verba total a ultrapassar os 67 mil euros.
O Ministério Público acredita que Pedro Calado e o ainda presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque receberam ofertas e dinheiro para entregar vários negócios e empreendimentos aos empresários Avelino Farinha e Custódio Correia.
Pedro Calado, Avelino Farinha e Custódio Correia estiveram três semanas detidos, em Lisboa, sendo alvo de interrogatório, com o juiz a decidir libertá-los com termo de identidade e residência.
O juiz na decisão tomada afirma que não existem indícios da prática de crimes.
