Centenas de professores em protesto no "último grito" antes das eleições
Uma marcha de protesto em frente ao parlamento, em Lisboa, a menos de um mês das eleições.
Centenas de professores de todo o país manifestaram-se, este sábado, em frente ao parlamento, em Lisboa, naquele que consideram "o último grito" pela escola pública antes das eleições.
À frente do protesto, que desceu do Largo do Rato para São Bento, professores seguram uma grande tarja que diz "Marcha pela Educação" e o 'slogan' foi gritado com musicalidade "1, 2, 3 já cá estamos outra vez, 4, 5, 6 estamos fartos outra vez, 7,8, 9 já ninguém nos demove".
Vários cartazes traziam inscritas palavras de ordem em defesa da escola ("A educação é cara? Experimentem a ignorância") e eram comuns os cravos vermelhos a contrastar com 't-shirts' pretas.
Vários partidos fizeram-se representar, sendo Rui Tavares, do Livre, o único líder partidário presente.
À Lusa, Rui Tavares considerou essencial valorizar a profissão de professor até para que os jovens tenham vontade de ir para a carreira.
Pelo Chega, Gabriel Mithá Ribeiro disse que os professores precisam de melhores condições laborais, menos burocracia e ter capacidade de disciplina. Afirmou ainda que o Chega quer reduzir horários e currículos e, com isso, racionalizar a despesa, "sem prejudicar quem está na carreira".
Do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo considerou essencial "virar a página da conflitualidade dentro da escola pública" e valorizar os professores, até para a carreira ser atrativa.
