Centro de Inovação Carlos Fiolhais da Maia foi "aposta certeira"
Jovens podem decidir pela "robótica, eletrónica, inteligência artificial, impressão 3D e modelação, o 'design' gráfico, as artes e a multimédia", referiu João Baracho.
O Centro de Inovação Carlos Fiolhais (CICF), na Maia, provou ser “uma aposta certeira” e recebeu no primeiro ano de existência mais de 1.500 utentes para 515 horas de atividades em programação, robótica, ‘gaming’, impressão 3D e sustentabilidade.
Em declarações à Lusa a propósito do primeiro aniversário do CICF, que se assinala hoje, o diretor executivo do CDI, João Baracho, apontou a criação dos Prémios Carlos Fiolhais como um dos “momentos altos” da vida da instituição.
Aquela valência resulta de um investimento de 1,5 milhões de euros, apoiado pelo Programa Norte 2030 e pela medida “Programas Intermunicipais de Promoção do Sucesso Escolar”, contando com o apoio do CDI - Center of Digital Inclusion, uma organização não-governamental de inclusão e inovação social e digital.
“Neste primeiro ano, desenhou-se toda a parte de percurso que os jovens podem fazer dentro do centro. O objetivo é que os jovens entrem aqui e possam escolher uma das áreas nas quais trabalhamos - robótica, eletrónica, inteligência artificial, impressão 3D e modelação, o ‘design’ gráfico, as artes e a multimédia”, apontou João Baracho.
E continuou: “Desenvolvemos também uma aplicação, que está hoje a ser apresentada, que permite aos jovens registar o seu percurso no centro, ter a certificação dos ‘workshops’ e dos cursos que fazem, de forma a poderem criar um perfil para acrescentar no seu currículo”.
Sobre o balanço de um ano de atividade, João Baracho garantiu que o centro foi “uma aposta certeira”, mas que “ainda há muito por onde crescer e muito mais que pode ser feito”.
No primeiro ano de atividade, o CICF recebeu mais de 1.500 alunos e professores dos sete agrupamentos escolares daquele concelho no distrito do Porto, para 515 horas de atividades em programação ao longo de 45 iniciativas.
“Números são números, mas há um que me agrada particularmente. Tivemos paridade de género, que é um indicador raro nestas áreas tecnológicas”, apontou o responsável.
João Baracho destacou também a criação dos Prémio Carlos Fiolhais como um dos “momentos altos” do CICF: “Estes prémios não seguem tanto a lógica do prémio pecuniário. São distinções de mérito que pretendem reconhecer a aplicabilidade de projetos, divulgar projetos para que possam evoluir”, explicou.
Os Prémios Carlos Fiolhais estão organizados em cinco categorias, havendo ainda uma menção honrosa: Prémio Escola, para reconhecimento à escola que mais se destacou pela sua participação e envolvimento no CICF, Prémio Professor, que visa distinguir um docente pelo seu papel na mobilização, acompanhamento e inspiração dos alunos.
A terceira categoria é a de Prémio Aluno/Digger, que vai reconhecer um jovem participante pelo seu “percurso, curiosidade, compromisso e desenvolvimento de competências”, o Prémio Comunidade — Melhor Dupla Micro:bit —, atribuído à dupla vencedora de um desafio lançado à comunidade, e o Prémio do Público — Pixel 3D -, escolhido pelo público no âmbito do desafio criativo apresentado na Exposição Viva.
Por fim, foi instituída a Menção Especial Carlos Fiolhais aos 7 Universos do CICF, uma distinção simbólica aos universos que estruturam a identidade e a experiência de aprendizagem do CICF: Code, Bot, Play, Make, Green, Voice e Link.
