Cerca de 1000 artistas suecos querem ver Israel fora da Eurovisão
Não são os primeiros a contestar a presença de Israel na competição que decorre em maio precisamente na Suécia.
A carta aberta é assinada por cerca de 1000 artistas da Suécia, país que este ano acolhe a 68ª edição da Eurovisão, depois da vitória da sueca Loreen em 2023, com o tema 'Tattoo'.
O grupo de artistas, onde estão incluídos nomes como os de Robyn, Fever Ray ou First Aid Kit, pedem à organização da competição que Israel seja banido devido ao que continua acontecer na Faixa de Gaza, onde já morreram mais de 26 mil pessoas desde o dia dos ataques do Hamas a Israel, a 7 de outubro. De acordo com os números da "Al Jazeera", mais de 65 mil pessoas foram feridas na sequência da ofensiva israelita.
Na carta, que tem como destinatária a União Europeia de Radiodifusão, os artistas sublinham que "permitir que Israel participe mina não só o espírito de competição mas também a missão de serviço público". Além disso, os subscritores referem que a participação de Israel "envia o sinal de que os governos podem cometer crimes de guerra sem que haja consequências".
"O facto de os países que se colocam acima do direito humanitário serem bem-vindos em eventos culturais internacionais banaliza as violações do direito internacional e torna invisível o sofrimento das vítimas", lê-se ainda na missiva.
A ação dos artistas suecos surge depois de mais de mil personalidades ligadas à indústria da música finlandesa terem feito o mesmo apelo à UER.
Na semana passada, a estação pública da Islândia - a RÚV - anunciou que a participação do país na competição pode estar em causa pelos mesmos motivos. A estação islandesa anunciou que a decisão será tomada de acordo com a intenção do vencedor do Söngvakeppnin (o equivalente ao Festival da Canção português).
Portugal atua na primeira semifinal da Eurovisão, a 7 de maio, ao lado de países como a Ucrânia, Chipre, Polónia, Sérvia, Lituânia, Croácia, Irlanda, Eslovénia, Islândia, Finlândia, Luxemburgo, Austrália, Azerbaijão e Moldova. A canção portuguesa, que ainda não foi escolhida, atua na segunda parte.
Na segunda semifinal (a 9 de maio) atuam países como Áustria, Malta, Geórgia, Países Baixos, Suíça, Grécia, República Checa, Arménia, Israel, Noruega, Albânia, Dinamarca, Letónia, São Marino e Bélgica.
Das duas semifinais serão apurados 20 finalistas que atuarão na final, agendada para o dia 11 de maio, ao lado dos denominados Big Five (Alemanha, Espanha, França, Itália e o Reino Unido) e do país anfitrião que foi o vencedor da edição anterior.
