Cerca de 400 portugueses no Golfo Pérsico pediram ajuda ao Governo para regressar a Portugal
O secretário de Estado das Comunidades diz que o voo de repatriamento pode acontecer entre dois a três dias.
Cerca de 400 cidadãos portugueses pediram ajuda ao governo para sair da região do Golfo Pérsico e regressar a Portugal, na sequência da guerra instalada no Médio Oriente.
"Muitas destas pessoas são viajantes que se encontravam em trânsito nos aeroportos, alguns daqueles aeroportos com plataformas, onde as pessoas fazem os transfer de voos. Neste momento, temos connosco cerca de quatrocentos pedidos para regressarem a Portugal", explica o secretário de Estado das Comunidades portuguesas, Emídio Sousa.
Entretanto, o Governo prepara um voo de repatriamento, que pode realizar-se nos próximos dois ou três dias depois de serem ultimadas "algumas questões de segurança".
De Israel, o governo português recebeu até esta terça-feira 63 pedidos de repatriamento por parte de cidadãos nacionais.
O governante garante que neste momento "não há nenhum relato de alguma situação de ferimentos ou de alguma situação mais crítica."
Já esta manhã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que "continuam à venda bilhetes para voos a realizar a partir de amanhã operados pela Emirates do Dubai para Portugal", mas sublinhou que "não há garantia de que os voos sejam efetivamente operados."
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
