CGTP deverá anunciar na sexta-feira nova greve geral contra lei laboral

Secretário-geral da central sindical não confirma paralisação, mas promete apresentar uma "continuação da luta".

O secretário-geral da CGTP mantem o tabu sobre a convocação de uma greve geral para 2 de junho, como revelou esta terça-feira o semanário Expresso. Tiago Oliveira confirma que o pacote laboral esteve a ser discutido na terça-feira reunião Conselho Nacional da central sindical, mas remete um eventual anúncio de greve para sexta-feira, Dia do Trabalhador.

“O pacote laboral é profundamente rejeitado pelos trabalhadores e na sociedade, mas temos a noção de que não está derrotado. Ontem, o Conselho Nacional da CGTP discutiu a mobilização dos trabalhadores para um grande 1º de Maio e decidiu que nesse dia há de apresentar aos trabalhadores a continuação da luta, porque essa não para”, revela o líder da CGTP.

Apesar de estar de fora das negociações entre patrões, sindicatos e governo, tendo em vista a aprovação da reforma da lei laboral, a CGTP entende que têm sido “uma farsa”: “Têm-se colocado perante a opinião pública que há algum tipo de discussão, mas chegamos ao fim de nove meses de discussão e reparamos que nenhum dos atropelos que levaram os trabalhadores à rua foi revertido”.

A confirmar-se será a segunda greve geral contra as alterações à lei laboral, depois da paralisação de 11 de dezembro de 2024, que juntou CGTP e UGT pela primeira vez desde 2013.