Chamas ameaçam aldeias em Mação
Vice-presidente do Município diz que a situação dos incêndios florestais é medonha.
O incêndio florestal no concelho de Mação ameaça seis aldeias e a própria sede do concelho. "Tem uma frente activa com cerca de 4km de largura", diz o vice-presidente da Câmara, António Louro. "Prepara-se para chegar na vila de Mação e vai embater na aldeia de Ventosa, vai provavelmente chegar a Ortiga, Vale da Abelha, Penhascoso, Rosmaninhal. É medonho".
A adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Patrícia Gaspar. disse que o fogo "está muito complexo, com muito vento, e a assumir um comportamento do lado de Mação com projeções e propagação muito rápida e com muita intensidade". Patrícia Gaspar disse, pouco depois das 19h, que as aldeias de Louriceira, Chão de Codes, e Aboboreira estavam na linha do fogo. "Além dos próprios ventos, as correntes geradas pelos incêndios estão a dificultar muito as operações" no terreno, acrescentou.
Já o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, acredita que ninguém morreu à passagem do incêndio pela aldeia de Louriceira, onde destruiu casas a meio da tarde. O presidente da União de Freguesias de Mação, Penhascoso, e Aboboreira tinha dito que a aldeia esteve cercada pelas chamas e que havia pessoas lá dentro.
No final da tarde estavam cerca de 450 bombeiros e 13 meios aéreos a combater as chamas no concelho de Mação.
