Chanceler alemão desloca-se esta segunda-feira a Kiev
Depois da visita à capital ucraniana, Olaf Scholz segue na terça-feira para Moscovo.
Criticado no início da crise ucraniana pela sua discrição e alegada complacência em relação a Moscovo, o chanceler alemão, Olaf Scholz, tem estado agora presente em todas as frentes e desloca-se hoje a Kiev, seguindo, na terça-feira, para Moscovo.
Scholz, que assumiu a chefia do Governo há apenas dois meses, vai encontrar-se com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na segunda-feira, seguindo depois para Moscovo, onde será recebido pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Na véspera da partida, o chanceler de 63 anos disse que a sua intenção na duas capitais é "agarrar a oportunidade de falar".
Scholz disse no domingo que as sanções ocidentais contra a Rússia entrariam em vigor "imediatamente" em caso de invasão da Ucrânia por Moscovo.
Na quinta-feira, Olaf Scholz alertou que a Rússia não deve subestimar a "união" e a "determinação" dos europeus, enquanto prosseguiam esforços diplomáticos intensos para evitar um conflito na Ucrânia.
Um dos pontos críticos para o chanceler tem sido o gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia e a Alemanha e que poderá fazer parte de sanções em caso de invasão da Ucrânia. Inquirido sobre esta matéria, Scholz acabou sempre por ser pouco assertivo.
O Ocidente acusa a Rússia de ter reunido dezenas de milhares de tropas junto à fronteira da Ucrânia para invadir novamente o país, depois de lhe ter anexado a península da Crimeia em 2014, e de apoiar, desde então, uma guerra separatista no Donbass (leste ucraniano).
A Rússia tem negado sempre essa intenção, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança, incluindo garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da NATO.
