Chanceler apela à união da sociedade após atentado em Berlim

O atropelamento em massa causou um morto e 29 feridos nas celebrações do Dia do Orgulho LGBTI.

O chanceler alemão apelou hoje à população para evitar divisões e garantiu que vai defender a liberdade da sociedade, na sequência do atentado que provocou um morto e 29 feridos nas celebrações do Dia do Orgulho LGBTI, em Berlim.

"Estes atos têm apenas um objetivo: dividir a nossa sociedade e retirar-nos aquilo que temos de mais importante, o nosso caráter aberto e a nossa liberdade", frisou Friedrich Merz, à entrada da missa ecuménica realizada na Igreja de Santa Maria, em Berlim, em homenagem às vítimas do atentado terrorista de inspiração islamista ocorrido na noite de sábado.

Friedrich Merz, prometeu ainda que o Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para deter o autor ou autores do atentado islamista.

"Faremos tudo o que for possível para deter o autor ou autores, refletiremos sobre as consequências" e "agiremos com determinação", prometeu o chefe do Governo alemão, sublinhando ainda que "estes criminosos, estes extremistas, não têm lugar na sociedade” alemã.

“Não vamos permitir que este veneno do terrorismo e este veneno contra a nossa liberdade continuem a espalhar-se na nossa sociedade", acrescentou Merz.

"Vamos defender a liberdade da nossa sociedade, podem ter a certeza. Somos mais, somos fortes e estamos unidos no nosso país", insistiu.

O chefe do Governo alemão apelou especialmente aos organizadores das restantes marchas do Dia do Orgulho LGBTI, conhecidas na Alemanha como CSD — sigla de Christopher Street Day ("Dia da Rua Christopher") —, bem como à população alemã em geral, para que não se deixe intimidar.

O ministro do Interior alemão afirmou hoje que "tudo indica" que o ataque que ocorreu no sábado na Marcha do Orgulho LGBTI+, em Berlim, foi "um atentado terrorista islâmico".

O ataque ocorreu na noite de sábado, quando uma carrinha branca embateu contra pessoas reunidas no parque Tiergarten, junto ao percurso do desfile do orgulho LGBTQ+, provocando a morte de uma pessoa e pelo menos 29 feridos, segundo o novo balanço do ministro do Interior alemão. Alguns dos feridos estão em estado crítico.

O suspeito, Abdul Ballout (21 anos), "cidadão alemão de origem libanesa", poderá estar armado e ser perigoso, segundo a polícia, que advertiu os cidadãos a evitarem o "contacto direto" com o suspeito.

Segundo os meios de comunicação social alemães Der Spiegel e o jornal Bild, o suspeito tinha tentado juntar-se ao Estado Islâmico na Síria em 2025, mas foi detido no Líbano.

Cidadão alemão, tinha sido repatriado para o seu país, onde foi condenado em 2026, num outro processo, segundo estes meios de comunicação, por "preparação de um ato de violência grave que colocava em risco a segurança do Estado".

O ministro do Interior detalhou ainda que o suspeito está a ser procurado, não só em Berlim, mas também nas fronteiras, aeroportos e estações ferroviárias do país.

 As autoridades afirmaram que se acredita que tenha ferido várias pessoas depois de ter atropelado uma multidão com uma carrinha num parque próximo da marcha do Orgulho LGBTI+.

 Em seguida, terá atacado outras pessoas com uma arma, que se suspeita ser um manchete.