Chega insiste na demissão do MAI
O presidente do Chega considera que as polémicas que envolvem Luís Neves provocaram uma "degradação sem precedentes" das instituições e da função de governante.
O presidente do Chega, André Ventura, voltou a defender a demissão do ministro da Administração Interna e considerou que as polémicas que envolvem Luís Neves provocaram uma “degradação sem precedentes” das instituições e da função de governante.
“O que nos trouxe até aqui foi degradação sem precedentes das instituições democráticas”, afirmou.
Ventura falava na Assembleia da República na abertura da discussão da moção de censura ao Governo que o partido apresentou, centrada nas polémicas em torno do ministro da Administração Interna, e intitulada “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições”.
O líder do Chega referiu-se às várias polémicas conhecidas nas últimas semanas, que remontam ao tempo em que Luís Neves liderava a Polícia Judiciária, e perguntou ao primeiro-ministro porque mantém o governante em funções.
Ventura questionou também diretamente o ministro: “Depois de tudo isto, como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do Governo?”
O presidente do Chega acusou igualmente o PS de estar “capturado por Luís Neves” e argumentou que o secretário-geral socialista “só não pede a demissão” do ministro da Administração Interna “se estiver tão agarrado como o primeiro-ministro”.
Esta moção tem chumbo anunciado, uma vez que só deverá contar com o voto favorável do Chega.
Na tribuna, a assistir ao debate da moção de censura, está o antigo primeiro-ministro e presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes.
