Cinfães avança com obras urgentes nas vias danificadas pelo mau tempo

A Câmara Municipal lançou uma empreitada de quase meio milhão de euros para recuperar estradas e taludes destruídos pela tempestade Kristin.

A Câmara de Cinfães lançou um concurso de quase meio milhão de euros para reabilitar as vias danificadas pelo mau tempo de fevereiro, enquanto aguarda apoio do Governo, disse hoje à agência Lusa o presidente do município.

“São várias intervenções que vamos fazer em diversas freguesias do concelho. Já temos uma outra obra a decorrer em Ramires, em que a estrada desapareceu, e, agora, com muito perto do meio milhão de euros, é para as vias mais danificadas e mais urgentes”, adiantou à agência Lusa Carlos Cardoso.

No Diário da República de segunda-feira lia-se que o concurso serviria para consolidação de escarpas e muros de apoio à via pública - reabilitação de Infraestruturas Públicas.

“Para esta empreitada, pretende o Município de Cinfães proceder a obras de reposição da normalidade, com a execução de obras de reabilitação e reposição da segurança de diversas vias municipais, em sequência aos prejuízos causados pela tempestade Kristin, sendo necessário a realização deste concurso”, explicou a autarquia no Diário da República.

O presidente da Câmara de Cinfães, no norte do distrito de Viseu, lembrou que “ficaram povoações isoladas, com a destruição de vias e taludes”.

“Não ia lá uma ambulância ou a carrinha de apoio” domiciliário, recordou.

Atualmente, por acessos alternativos, “fazem cerca de 10 quilómetros a mais” para circularem, “como as crianças para a irem à escola”.

“E tudo isto em vias sinuosas, com algumas questões de segurança, portanto, este concurso é para repor as estradas mais urgentes, em que as situações têm alguma gravidade”, justificou o autarca.

Carlos Cardoso defendeu que “as pessoas precisam de ter os seus acessos repostos em segurança, sem terem que fazer muito mais quilómetros para chegarem às suas casas”.

Para já, “são as vias mais urgentes, porque até repor toda a normalidade é preciso um investimento na ordem dos cinco milhões de euros”.

“Não temos ainda qualquer resposta por parte do Governo. Neste momento, estamos a aguardar que o Governo nos diga alguma coisa, porque fizemos a candidatura como foi pedido”, indicou.

Sem qualquer apoio para a reabilitação das vias, Carlos Cardoso assumiu que esta empreitada será “suportada pelo orçamento municipal, porque há opções que têm de ser feitas”.

“Parámos algumas obras para priorizar estas, porque as pessoas não podem continuar sem acessos seguros e temos de atacar os pontos mais críticos o quanto antes”, reforçou Carlos Cardoso.