Autoridades voltam à estrada porque ainda há quem não use cinto

A nona campanha do Plano Nacional de Fiscalização junta ações de sensibilização por parte da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e operações de fiscalização reliazadas pela Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a  Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam, esta terça-feira, a campanha de segurança rodoviária “Cinto-me Vivo”, que se destina a sensibilizar os condutores e passageiros para a importância de utilizar os dispositivos de segurança. 

A campanha, que se prolonga até à próxima segunda-feira, dia 14, inclui ações de sensibilização da ANSR e operações de fiscalização, pela GNR e pela PSP, referem as autoridades, num comunicado conjunto.

Ainda se detetam condutores que não usam o cinto de segurança

De acordo com o Subintendente da PSP, Sérgio Soares, ainda se detetam condutores que não usam o cinto de segurança, sistemas de retenção e capacetes nos veículos de duas rodas. É precisamente isso que leva a campanha "Cinto-me vivo" às estradas portuguesas.

As autoridades lembram que, entre 2021 e 2024, 8.210 passageiros que viajavam no banco traseiro e que não utilizavam sistema de retenção foram vítimas de acidentes, 274 ficaram gravemente feridos e 69 morreram.

O Subintendente Sérgio Soares explica que um sistema de retenção para crianças corretamente utilizado pode reduzir o risco de morte para cerca de 71% nos lactentes e 54% das crianças entre 1 e 4 anos.

Já em relação ao uso de um capacete homologado, devidamente apertado e ajustado pode reduzir em cerca de 40% o risco de morte em caso de acidente.

O objetivo é acabar com as mortes nas estradas 

O Plano Nacional de Fiscalização é desenvolvido anualmente pela ANSR, em articulação com a GNR e a PSP, com base nas recomendações europeias e no quadro estratégico Visão Zero 2030, que tem como objetivo eliminar as vítimas mortais nas estradas.

As três entidades defendem que a sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade. As consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos responsáveis e seguros por todos os utilizadores da estrada.