Clã e André Henriques lançam versão ao vivo de 'Abriu em Queda'
O registo ao vivo foi gravado no Teatro Tivoli, em Lisboa, em novembro de 2024.
Os Clã e André Henriques (dos Linda Martini) partilham a versão ao vivo do tema 'Abriu em Queda', que foi gravada no concerto da banda portuense no Teatro Tivoli, em Lisboa, a 18 de novembro de 2024.
André Henriques foi convidado do grupo nesse concerto, bem como Gisela João. Foi o espetáculo que fechou a digressão que serviu o álbum "Véspera" que os Clã editaram em 2020.
'Abriu em Queda', que foi composta pelo músico dos Linda Martini, conta com um novo arranjo de Hélder Gonçalves (dos Clã). A gravação e mistura são da responsabilidade de Nelson Carvalho e masterização por Mário Barreiros.
O design da capa do single é assinada por Pedro Oliveira (baterista dos Clã).
"Ao longo destes anos, fomo-nos cruzando na estrada com o André. Mas, apesar da nossa admiração pelo seu trabalho a solo e pelos Linda Martini, nunca nos encontrámos no palco. Até Novembro passado. Aproveitando um concerto especial no Tivoli, finalmente a ocasião estava nas nossas mãos e fizemos o convite. Trabalhar com artistas talentosos, como é o caso do André, é uma oportunidade de mergulhar no acto criativo como uma novidade, estimulante e inspiradora", refere a banda em comunicado.
"É sempre inesperado e nunca sabemos como será a química em palco. Atirámo-nos às canções, destemidos, sem rede. E aí se deu a química! Acabámos com a sensação de que algo de maior se tinha passado nessa noite, para nós, inesquecível. Agora, uma dessas canções poderá ficar na memória de todos. E que canção! 'Abriu em Queda', musicalmente elegante e delicada, retrata na sua letra, de forma irónica e acutilante, os tempos bizarros e absurdos que vivemos. Esperamos que nesta nova versão, continue a ressoar e a inquietar os espíritos", acrescentam os Clã.
André Henriques, também em comunicado, explica o que sentiu com o convite. "Cresci a vê-los ao longe, a admirar o seu bom gosto. Num breve telefonema descubro que tinham uma canção favorita do meu último disco a solo e que gostavam de a tocar comigo no Tivoli. Dias mais tarde, o concerto começa e eu às voltas na área de serviço do palco. 'Não pises as flores' - pensei. E de repente ouço o meu nome. Os Clã, meticulosamente alinhados, abriram uma clareira entre a Manuela [Azevedo] e o Hélder [Gonçalves] para eu pousar os nervos. Começo sozinho. A meio da canção tudo fica em câmara lenta: o público desmancha-se a rir com a punchline, a Manuela segura o refrão e a banda entra para nos agarrar aos dois. Depois foi só ir em frente, como se já soubessemos o caminho".
