"Claridade" de João Luís Barreto Guimarães vence Prémio Literário Ruy Belo
A obra "Claridade", de João Luís Barreto Guimarães, venceu a edição deste ano do Prémio Literário Ruy Belo, distinguido pelo júri devido ao seu discurso poético, nomeadamente irónico "num registo singular e informado", revelou a autarquia de Sintra.
A obra "Claridade", de João Luís Barreto Guimarães, venceu a edição deste ano do Prémio Literário Ruy Belo, distinguido pelo júri devido ao seu discurso poético, nomeadamente irónico "num registo singular e informado", revelou a autarquia de Sintra.
Segundo a proposta de homologação da deliberação do júri, apresentada pelo presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida (PSD), aprovada pelo executivo, por maioria, ao Prémio Ruy Belo para Obra Poética Publicada, no biénio 2024-2025, concorreram seis obras, e a escolha unânime recaiu em "Claridade", de João Luís Barreto Guimarães.
De acordo com a ata da deliberação, na distinção do livro de poesia inédita publicado em 2024, pela Quetzal Editores, o júri destacou "um discurso poético que voga entre as anotações, a um tempo sóbrias, da vivência de um quotidiano onde por vezes a beleza se esconde, e uma certa ironia e um humor ocasionalmente ácidos, num registo singular e informado".
O júri do Prémio Ruy Belo, reunido em 06 de outubro, a partir do Museu Ferreira de Castro, em Sintra, foi constituído por José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Victor Oliveira Mateus, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e Ricardo António Alves, da autarquia sintrense.
Além de poeta e tradutor, o médico João Luís Barreto Guimarães nasceu há 59 anos, no Porto, publicou o seu primeiro livro em 1989 e, sendo um dos poetas portugueses mais publicados no estrangeiro, foi distinguido com o Prémio Pessoa em 2022.
No âmbito dos Prémios Literários de Sintra, criados em 1985, este ano foram também abertas candidaturas ao Prémio António Torrado para Obra Infanto-Juvenil Publicada, no biénio 2024-2025, ao qual concorreram 35 livros.
A obra "O Rei com Música na Cabeça", de Martim Sousa Tavares, ilustrada por Raquel Costa, publicada pela Porto Editora, em 2025, venceu o concurso, por unanimidade, com o júri a considerar tratar-se de "um relato muito bem conseguido, que articula imaginação, humor e um certo mistério, num estilo envolvente e consentâneo com o perfil dos leitores mais novos", complementado por expressivas ilustrações.
O maestro Martim Sousa Tavares, 35 anos, é diretor artístico da Orquestra do Algarve e do Festival de Sintra, fundou a Orquestra Sem Fronteiras, com a qual ganhou, entre outros galardões, o Prémio Carlos Magno para a Juventude do Parlamento Europeu, e mantém uma intensa atividade na divulgação da música clássica e das artes.
O júri atribuiu ainda duas menções honrosas, entre as quais para "Os Avós São as Pessoas Preferidas dos Pássaros", de Raquel Patriarca, com ilustrações de Sérgio Condeço (Nuvem de Letras, 2024), por se distinguir "pelo discurso sensível, atravessado pelo afetos e pela memória, representando também um subtil elogio à intergeracionalidade".
A outra menção honrosa, para "O Gato, o Coelho e Outros Contos Tradicionais", de Adélia Carvalho, ilustrada por Anabela Dias, da mesma editora, em 2025, é justificada pelo júri por se tratar de "uma coletânea de reescritas de contos da tradição oral portuguesa que, contribuindo para a preservação da memória coletiva, retoma um dos veios criativos mais assíduos do autor homenageado" no Prémio Literário António Torrado.
O júri do Prémio António Torrado integrou Sara Reis Silva, indicada pela Associação Portuguesa de Escritores, Rui Marques Veloso, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, e Ricardo António Alves, em representação da Câmara de Sintra.
Os vencedores dos prémios Ruy Belo e António Torrado recebem, cada um, cinco mil euros.
