Como garantir a defesa e segurança da UE?

Luís Tomé, professor da UAL e especialista em relações internacionais, sublinha que é preciso mais e melhor investimento na defesa europeia.

A questão da defesa e segurança é cada vez mais central na União Europeia (UE). A guerra na Ucrânia  e outros conflitos mundiais vieram revelar que a paz não está garantida.

Luis Tomé, professor catedrático na Universidade Autónoma de Lisboa, sublinha que é preciso mais e melhor investimento na defesa europeia, através de uma maior articulação entre os vários países da UE.

"Temos que gastar muito melhor para evitar redundâncias e para recuperar muito do material que está obsoleto ou a precisar de muita manutenção", sublinha.

O docente da UAL reconhece que não é fácil para os governos convencer os eleitores a aumentar o orçamento da Defesa, mas sublinha que é preciso mudar sensibilidades porque não se pode "vender o melhor dos mundos"

Quanto a Portugal, tem um papel limitado na política europeia da defesa, mas cabe-lhe cumprir os compromissos assumidos no âmbito da NATO de gastar pelo menos 2% do PIB na defesa.

Limitada é também a intervenção do Parlamento europeu nestre capítulo, mas Luís Tomé considera que os futuros eurodeputados podem desempenhar um papel "ao nível da sensibilização da opinião pública".

As eleições europeias estão marcadas para este domingo, 9 de junho, e este ano o voto será em mobilidade. Por isso, pode votar em qualquer mesa de voto em Portugal ou no estrangeiro, bastando apresentar o Cartão de Cidadão.