Contestação à venda de bilhetes em lugares sem vista para o palco

Bilhetes "listen only" e de "obstructed view" estão a ser tabelados nas digressões de Taylor Swift e de Beyoncé, na América do Norte.

A juntar às queixas dos preços elevados dos bilhetes para os concertos de Taylor Swift e de Beyoncé nas suas digressões pela América do Norte, tem surgido a contestação, já viral nas redes sociais, às vendas de bilhetes em locais de vista parcial para o palco e mesmo sem qualquer vista.

Esses lugares de bilhetes um pouco mais baratos situam-se por trás das estruturas monumentais dos palcos, com visões intermitentes da estrela principal, que se torna apenas visível a esses espectadores nos momentos em que atravessa a língua de palco.

Os preços, apesar de mais baixos, têm sido criticados pelos seus elevados preços, à volta dos 50 dólares cada (cerca de 46 euros), mas também pela falta de aviso, nalguns casos, quanto à invisibilidade total (e não parcial) do palco.

A revista Forbes prevê que as digressões atuais de Beyoncé e de Taylor Swift venham a fazer parte das turnés mais rentáveis de sempre, com encaixes que podem superar os dois mil milhões de dólares (no caso de Beyoncé) e os quase dois mil milhões de dólares (no caso de Taylor Swift). Com a venda de bilhetes em lugares sem vista para o palco ou de vista condicionada, alarga-se a lotação e a receita bruta desses espetáculos.

A corrida aos bilhetes para os concertos de Taylor Swift no Estádio da Luz, em Lisboa, a a 24 e 25 de maio de 2024, também inspirou numerosos posts nas redes sociais. Grande parte dos bilhetes vendidos para o recinto lisboeta tem preços nos três digitos (isto é, de 100 euros para cima).