Corpo do segundo trabalhador soterrado em Porto Covo encontrado
Dois trabalhadores ficaram soterrados na obra de construção de um hotel em Porto Covo, tendo ambos sido retirados sem vida, segundo a Proteção Civil.
O corpo do segundo trabalhador que ficou segunda-feira soterrado na obra de construção de um hotel em Porto Covo, concelho de Sines, foi encontrado pelos operacionais que participaram na operação de socorro, revelou a Proteção Civil.
O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou à agência Lusa que o corpo do homem, de 28 anos, de nacionalidade estrangeira, foi encontrado às 23h15, acrescentando que o corpo do outro trabalhador, de 26 anos, também de nacionalidade estrangeira, tinha sido encontrado às 18h15.
Estes dois trabalhadores ficaram soterrados na obra de construção de um hotel em Porto Covo, no distrito de Setúbal, tendo ambos sido retirados sem vida, segundo a Proteção Civil.
O comandante Tiago Bugio indicou que o alerta foi dado às 16h29, desconhecendo, para já, como ocorreu o acidente.
Os óbitos foram declarados no local pelo médico da viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, e os corpos permanecem no local até a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) «realizar as devidas perícias», adiantou.
Contactado pela Lusa, por volta das 18h45, o presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, revelou que os dois trabalhadores têm «nacionalidade estrangeira».
Segundo o autarca, que disse que a ACT estava na altura «a caminho do local», o acidente de trabalho foi provocado por «um aluimento de terras», que soterrou «os dois trabalhadores numa vala».
O sinistro, segundo o autarca, verificou-se nas obras de construção do empreendimento turístico Pestana Porto Covo Beach Residences, do Pestana Hotel Group, cuja primeira pedra foi lançada no início do mês.
Ao final da tarde, no local estava uma Equipa de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas dos Bombeiros de Grândola, também no distrito de Setúbal, e tinha sido mobilizada uma equipa de psicólogos.
As operações de resgate envolveram operacionais e meios das corporações de bombeiros de Sines e de Grândola, assim como do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num total de 29 elementos, apoiados por nove veículos.

