Covid-19: concertos de Ana Carolina em Portugal adiados para setembro

A cantora brasileira adiou as datas de abril para setembro. As salas em Coimbra, Guimarães, Lisboa e no Porto serão as mesmas.


Os concertos de Ana Carolina em Portugal, marcados para o mês de abril, foram adiados para o mês de setembro. A decisão foi tomada em virtude da atual situação provocada pela Covid-19 e mediante as recomendações da Direção Geral de Saúde.

A cantora e compositora brasileira tinha concertos marcados para quatro salas, a começar com um concerto no Multiusos de Guimarães a 2 de abril. No dia 3, Ana Carolina iria subir ao palco da Super Bock Arena, no Porto, e no dia 5 seria a vez de Lisboa com um concerto no Campo Pequeno. A última data em solo nacional estava marcado para a cidade de Coimbra. O concerto estava agendado para o dia 8 Convento de S. Francisco. Confira em baixo as novas datas:

22 de setembro - Coimbra - Convento São Francisco
25 de setembro - Guimarães - Multiusos
26 de setembro - Porto - Super Bock Arena
27 de setembro - Lisboa - Campo Pequeno

"Sinto muitíssimo em não conseguir levar a minha digressão 'Fogueira em Alto Mar' a Portugal neste momento. Sempre fiz questão de me apresentar no país, já que amo o público e o carinho com que sempre me recebe. Tenho certeza que os fãs entendem a atual situação e estarão comigo nas novas datas. Estou muito ansiosa por voltar a Portugal!", diz Ana Carolina em comunicado. As pessoas que já adquiriram os bilhetes não precisam de efetuar a troca dos mesmos. Para quem ainda não adquiriu os bilhetes já se encontram à venda em everythingisnew.pt. 

Os Foo Fighters também anunciaram esta segunda-feira, dia 16 de março, o adiamento da Van Tour, a digressão que iria andar pelas mesmas cidades por onde a banda passou na primeira digressão em 1995. O roteiro nostálgico, que celebra os 25 anos de estrada, será pela América do Norte e deveria começar no próximo dia 12 de abril, em Phoenix, nos Estados Unidos. O início da digressão passou agora para maio. Dave Grohl aproveitou o adiamento dos concertos para passar uma mensagem importante. "Lembram-se de mim? O homem que não cancelaria uma digressão nem que a perna estivesse a cair? Bem, tocar com uma meia cheia de ossos é uma coisa, mas dar um concerto com a VOSSA saúde em risco é outra. Gostamos muito de vocês. Vamos fazer isto bem. O álbum está pronto e está do caraças. As luzes e o palco estão no camião. Assim que pudermos, voltamos à estrada para partir tudo, como fazemos sempre. Prometemos. Agora vão lavar as mãos."
 



A Live Nation e os maiores promotores de concertos da América Norte coordenaram-se para agilizar a suspensão das digressões dos artistas que representam. A ideia é protegê-los da propagação do COVID-19, seja em digressões pelos Estados Unidos ou nas que estão (ou vão) percorrer outros países. Em comunicado enviado à imprensa internacional, citado pela Rolling Stone, as várias promotoras pediram aos artistas em tour que voltem para casa para que todos os envolvidos nas digressões fiquem protegidos. Perante esta decisão, a lista de adiamentos/cancelamentos de digressões voltou a aumentar. Os Rage Against the Machine adiaram a primeira fatia da digressão de reunião que deveria começar no próximo dia 26 de março, no Texas, Estados Unidos. A norte-americana Billie Eilish adiou as datas marcadas para este mês nos Estados Unidos. O veterano Bob Dylan também suspendeu a digressão que iria passar pelo Japão nas próximas semanas.

Tal como esperado, e seguindo as orientações da Direção Geral de Saúde de precaução ao coronavírus, Diogo Piçarra adiou esta quinta-feira o concerto que tinha marcado na Altice Arena para 28 de março, para nova data: 12 de setembro.

O anúncio foi comunicado pelo próprio artista que explicou aos fãs: "Tenho trabalhado muito para esta noite e estou ansioso para partilhar tudo com todos vocês. No entanto, para que possamos ter a nossa noite perfeita temos que estar todos em segurança, por isso esta é a melhor solução".

Os bilhetes são válidos para a nova data. Quem preferir o reemboloso, terá pedir a devolução no espaço de 30 dias no local de compra.

 

Um grande número de músicos nacionais tem cancelado os seus espetáculos. Capicua teve que abdicar dos concertos no Teatro Aveirense, em Aveiro, a 20 de março, e no Teatro Rivoli, no Porto, a 4 de abril. Tony Carreira anulou a sua atuação na Altice Arena. Salvador Sobral cancelou todos os seus espetáculos até 17 de abril. David Fonseca, Mão Morta, Bárbara Tinoco, Quatro e Meia, Tiago Nacarato, João Só ou Branko fazem também parte do contingente vasto de artistas afetados pelas medidas de precaução decretadas pela Direção Geral de Saúde.

A edição deste ano do festival Tremor, na Ilha de São Miguel, foi cancelada. A cerimónia dos PLAY - Prémios da Música Portuguesa, inicialmente agendada para 25 de março no Coliseu de Lisboa, foi adiada para data ainda por anunciar.

São numerosas as salas e instituições culturais que tiveram que suspender a sua programação, como são os casos da Fundação Calouste Gulbenkian, o Tivoli BBVA ou da Galeria Zé dos Bois (em Lisboa), da Casa da Música, do Pavilhão Rosa Mota e do Hard Club (no Porto) e do Teatro das Figuras (em Faro).

Não faltam músicos estrangeiros que têm concertos cancelados em Portugal por força desta pandemia de origem asiática. Temples, Snarky Puppy, Cock Robin, The Mission, Machine Head e os Metronomy são alguns dos mal-afortunados.

Lá fora, toda a dinâmica de espetáculos e eventos tem desabado. A cerimónia dos novos indigitados pelo Rock and Rock Hall of Fame, que deveria acontecer no dia 2 de maio, foi adiada, tal como a edição do festival de Coachella, nos Estados Unidos, ou a celebração do Record Store Day no Reino Unido. Pearl Jam, Avril Lavigne, Madonna, Green Day, My Chemical Romance, The National, Pixies, Iggy Pop e até os Who (na sua digressão final) tiveram que riscar muitos dos seus compromissos ao vivo.

Este é, talvez, o maior abanão da música ao vivo depois da II Guerra Mundial. "Quando terminará?", perguntamos, incrédulos.