Covid-19: Quer ser vacinado mas tem medo de agulhas? Chama-se belenofobia mas resolve-se

O medo pode dar lugar a fobia que se estima que possa afetar até 10% dos portugueses mas que tem tratamento.

Já ouviu falar de belenofobia? Pois bem, trata-se do medo de agulhas.

Numa altura em que o mundo corre atrás de vacinas para a covid-19, muitos portugueses ficam ansiosos só de pensar no assunto. As estimativas apontam que até 10% da população possa sofrer com este medo, que tem impacto no dia a dia. Um medo que, em certos casos, pode mesmo transforma-se numa fobia, como nos explica a psicóloga clínica Eugénia Ribeiro.

 

 

A também professora universitária adianta que a prevalência desta fobia anda nos 3,5% a 10% da população em geral, afeta sobretudo mulheres e é mais comum na infância, esbatendo-se ao longo do tempo. 

Eugénia Ribeiro diz que para chegar ao tratamento é preciso, primeiro, perceber o que está na origem do medo. 

 

 

Numa altura em que a atualidade é marcada pelo plano de vacinação em curso, com notícias constantes sobre os assuntos em todos os meios de comunicação social, Eugénia Ribeiro considera que podemos ter até 10% da população a sofrer de stresse e ansiedade devido a esta fobia.

 

 

A terapia para a belenofobia inclui duas fases, uma inicial de reconhecimento do problema e estudo com técnicas de relaxamento e controlo e, na parte final, a exposição a agulhas. 

Para quem não faz o tratamento, e vai levar a vacina, quais são afinal as melhores estratégias para enfrentar o medos? Será melhor encarar a agulha ou optar por nem vê-la? A especialista responde:

 

 

Se a terapia não resultar  e o medo das agulhas continuar presente,  o problema pode ser ultrapassado com a ajuda de pessoal especializado, através da administração de medicamentos, tais como sedativos, ou com a aplicação de creme anestésico sobre a área da injeção antes da vacinação.