Crowdstrike pede desculpa por erro que inutilizou milhões de computadores em julho

Responsável executivo da empresa foi ouvido no Congresso norte-americano e garantiu que o problema não está esquecido.

Um diretor-executivo da Crowdstrike, a empresa responsável pela queda de vários sistemas informáticos a nível em mundial em julho, pediu desculpa pelo episódio durante uma audiência no Congresso norte-americano.

Adam Meyers foi ouvido a propósito do episódio de 19 de julho, quando uma atualização de software lançada com um erro impediu milhões de computadores com sistema operativo Windows de funcionar.

"Peço desculpa em nome de toda a gente na Crowdstrike", disse, "lamentamos muito e estamos determinados a garantir que isto não volta a acontecer".

Meyers agradeceu "o esforço incrível dos clientes e parceiros" que trabalharam com equipas da empresa "para restaurar os sistemas" e que, "numa questão de horas, conseguiram recolocar clientes online".

A situação, adiantou, não foi esquecida pela empresa, que continua a tratá-la "com grande urgência".

O representante sublinhou também que o que aconteceu "não foi um ciberataque", mas sim uma "tempestade perfeita".

Meyers adiantou ainda que a Crowdstrike publica, por dia, dez a 12 atualizações como a que originou o problema de julho.

Os responsáveis políticos presentes na audição assinalaram que o que aconteceu foi "uma catástrofe que só esperaríamos ver num filme" e que seria algo executado "por uma nação-Estado" e não por um "erro".