Cuecas, beijos e como assoar o nariz: os vencedores dos IgNobel

A cerimónia decorreu, esta quinta-feira, em Zurique. Tratam-se de pesquisas que nos fazem rir e depois pensar.

As investigações distinguidas com os prémios IgNobel dificilmente não arrancam um sorriso, mas atenção porque o assunto é sério e com base científica, apesar de surgirem como uma espécie de sátira aos Prémios Nobel. Se o título deste artigo despertou a sua curiosidade vai querer saber mais sobre os vencedores da edição deste ano dos prémios IgNobel, organizados pela revista Annals of Improbable Research. A 36.ª edição aconteceu, esta quinta-feira, em Zurique, na Suíça, após 35 anos nos Estados Unidos - em causa estava a preocupação com a obtenção de vistos pelos participantes para entrar no país. 

Medicina 

O prémio foi atribuído de forma póstuma ao japonês Tokuji Unno por um trabalho de 1977 dedicado à aerodinâmica de assoar o nariz.

Física 

O prémio foi entregue a uma equipa de estudantes liderada por Kavee Thurairajah, da Universidade de Waterloo, no Canadá, que encontrou uma solução para um problema comum nas casas de banho públicas: os salpicos nos urinóis.

Biomecânica 

A distinção foi para investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que estudaram a evolução do beijo. 

Biologia (para o mais corajoso) 

O prémio foi entregue à equipa do brasileiro João Miguel Alves-Nunes por uma pesquisa que  levou o biólogo a pisar serpentes para compreender em que momento elas decidem morder ou não.

Economia 

As pessoas mais ricas mentem mais no trabalho e tiram doces destinados a crianças. É a conclusão da investigação que recebeu o IgNobel desta categoria. 

Ciência do Solo 

O projeto premiado avaliou a atividade biológica do solo. Para isso foram enterradas mil cuecas de algodão.
 

A cerimónia de 2027 está marcada para a cidade belga de Antuérpia.