Defesa de Salgado insiste em perícia médica sob risco de nulidade da instrução
A defesa alega que o arguido não tem condições para se defender devido à doença de Alzheimer.
A defesa de Ricardo Salgado reiterou hoje o pedido de perícia médica neurológica ao ex-banqueiro, sob risco de nulidade da fase de instrução por o arguido não ter condições de se defender devido à doença de Alzheimer.
"O arguido tem o direito inalienável de fazer prova de não poder exercer este direito [de se defender] na própria instrução, sob pena de nulidade do debate instrutório", disse o advogado Adriano Squilacce na primeira sessão do debate instrutório do processo BES/GES, realizada no tribunal de Monsanto, em Lisboa, apresentando requerimento ao juiz nesse sentido.
"De forma a comprovar com independência e objetividade a incapacidade do arguido prestar declarações, requere-se a realização de perícia médica do foro neurológico a fazer ao arguido por serviço oficial de saúde", acrescentou o mandatário do antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES).
Este já não é o primeiro requerimento da defesa do ex-banqueiro para a realização de uma perícia médica neurológica devido ao diagnóstico de doença de Alzheimer que lhe foi atribuído, tendo os outros pedidos sido indeferidos por diversos juízes em diferentes processos judiciais que envolvem Ricardo Salgado. No entanto, a defesa do ex-banqueiro revelou que o Tribunal Cível de Cascais autorizou que seja feita uma perícia no âmbito de outro processo.
