Deslizamento de terras na Costa da Caparica obriga à retirada de 35 pessoas de casa

Deslizamento aconteceu na manhã deste sábado.

Um deslizamento de terras registado hoje em S. João da Caparica, na Costa da Caparica, concelho de Almada, obrigou à retirada de 35 pessoas de três edifícios que ficam junto à arriba fóssil, segundo a autarquia.

Fonte da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, explicou que as 35 pessoas são de 14 agregados familiares e foram retiradas por uma questão de precaução.

Segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, a ocorrência foi registada às 10:05 na rua de Damão, na Costa da Caparica, e no local estão 22 operacionais dos bombeiros da Trafaria, Cacilhas e do Serviço de Proteção Civil de Almada.

“Tivemos um deslizamento de terras junto à arriba fóssil que coloca em risco três prédios. Neste momento os técnicos da Câmara Municipal de Almada estão a fazer a avaliação dos edifícios”, disse a mesma fonte à Lusa.

A Proteção Civil tinha avançado que tinham sido retiradas 29 pessoas dos edifícios em causa, mas a autarquia de Almada precisou que foram 35.

No local está a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assim como a vereadora responsável pela Proteção Civil, Francisca Parreira, e a presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, Vanessa Krausse.

Em declarações à comunicação social, Inês de Medeiros explicou que o deslizamento de terras entrou num dos apartamentos, tendo as pessoas sido retiradas de imediato, não se tendo registado feridos.

“Estamos a avaliar a questão estrutural do edifício e a tentar desviar a água do cimo da arriba para evitar que mais terra caia e deixe de fazer pressão sobre um muro de betão que conseguiu reter parte das terras. Só depois dessa avaliação é que as pessoas saberão se podem ou não regressar a casa”, explicou.

A presidente da Câmara Municipal de Almada adiantou que as pessoas foram retiradas por precaução, estando a ser feita a avaliação não só do edifício que foi atingido como também de outros que estão perto.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.