Detenções por incêndio florestal quase quadruplicaram até agosto
GNR deteve 170 pessoas até agosto deste ano pelo crime de incêndio florestal.
A Guarda Nacional República (GNR) já deteve até 31 de agosto deste ano 170 pessoas pelo crime de incêndio florestal. É quase quatro vezes mais do que no mesmo período do ano passado, segundo dados hoje divulgados.
“O ano passado, no mesmo período, tínhamos 45 detidos. Se comparamos com o número com o número total de 2025, terminámos com 68 detidos. Este número é, de facto, significativo daquilo que foi o nosso registo de proatividade”, revela o coronel Ricardo Vaz Alves, diretor do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente.
O distrito de Leiria foi onde houve mais detenções (37), seguido de Vila Real (30) e de Braga 28).
Quanto à reincidência dos detidos, o coronel Ricardo Vaz Alves diz que a GNR não faz uma “contabilização ou pormenor dos reincidentes”, mas atira uma conclusão: “Existe uma percentagem, eventualmente entre 5% a 10%, em que notamos determinado indivíduo, no passado, já teve práticas de crime de incêndio florestal”.
O responsável explica que a pena mais comum é a prisão domiciliária e, no caso de haver “grave risco para reincidir no crime”, há um impedimento de sair de casa.
Até agosto, a GNR já identificou mais de mil suspeitos pelo crime de incendio florestal. O número de ocorrências ultrapassa as 6 mil. “Destes crimes investigados, 38% têm causa o uso negligente do fogo, seja queimas, queimadas, fogueiras ou confeção de alimentos. Depois, temos 17% que são derivados ao uso intencional do fogo, ou seja, quando há intenção de provocar o incêndio”, revela o coronel Ricardo Vaz Alves.
No que diz respeito a suspeitos pelo crime de incendio florestal, a GNR já deteve mais de mil suspeitos até agosto deste ano.
