Dez filmes marcantes de Tim Burton

Cineasta vai ser homenageado com uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood.

Habituado a focar as luzes noutros, Tim Burton tem esta semana as luzes sobre si. Nesta quinta-feira, estreia nas nossas salas o seu novo filme “Beetlejuice Beetlejuice”. Hoje, às 19h30 (hora de Portugal), 11h30 em Los Angeles, Tim Burton vai passar a ver a estrela no Passeio da Fama de Hollywood com o seu nome.

Tim Burton é um dos maiores cineastas do mundo das últimas quatro décadas, criando uma obra autoral. Falar aqui do ator Johnny Depp torna-se redundante, porque ele está em praticamente todos os seus filmes. Tal como o compositor Danny Elfman.

Selecionamos dez dos seus filmes mais carismáticos.  

"Beetlejuice" (de 1988)
Foi um filme tão marcante que merece uma sequela que está a estrear nas nossas salas nesta quinta-feira. Beetlejuice cruza fantasmas com pessoas reais e comédia com o grostesco, bem ao estilo autoral de Tim Burton. Michael Keaton desempenha o exorcista malandro que quer assustar uma família da casa que acabara de comprar.

"Batman" (de 1989)
Tim Burton vai para a grande cidade, a imaginária Gotham, filmar o super-herói da DC Comics, Batman (ou homem-morcego), nas suas aventuras de bem-feitor naquele mundo tétrico. Se é super-herói, tudo é super para Batman: a mulher super-atraente que consegue seduzir (Kim Basinger as Vicki Vale), o supercarro que conduz munido da mais sofisticada balística, a supercapa que o envolve e que se transforma em duas asas. Jack Nicholson, a encarnar o transtornado vilão Joker, dá o riso maléfico e o mais fino humor negro que Burton aprecia. O realizador gostou tanto de Gotham City que voltou lá na sequela “Batman Regressa”.  

"Eduardo Mãos de Tesoura" (de 1990)
Se Batman é um super-herói, Eduardo Mãos de Tesoura é um sensível anti-herói, que com as suas próteses afiadas não pode dar festas à sua apaixonada, mas é o jardineiro de uma genialidade escultora e o cabeleireiro mais talentoso que se possa imaginar. Se este filme é uma fábula gótica, isso também se deve à música de uma magia natalícia do fiel compositor de Tim Burton, Danny Elfman.

"O Estranho Mundo de Jack" (de 1993)
“The Nightmare Before Christmas”, uma animação em stop motion, pode não ser realizado por Tim Burton, mas a história é da sua autoria. O filme é totalmente do seu universo grotesco, em que o responsável do Halloween, Jack Skellington, toma à força o cargo sazonal de Pai Natal. E não poderia ser mais desastrado. O ser esquelético queria espalhar amor, mas só provocava sustos na população carnal. 


"Ed Wood" (de 1994)
Habituado a personagens disfuncionais, coube a Tim Burton a missão de realizar o biopic sobre “o pior realizador de cinema de sempre”, Ed Wood. A missão encaixou às mil maravilhas no mundo de Burton, se considerarmos que Ed Wood tinha ideias tão bizarras para os seus poucos filmes, que o elenco não compreendia muito bem o que ele idealizava. O cineasta aparecia transvestido de mulher numa América dos anos 50 muito puritana e dizia “perfeito” ao primeiro take, por mais desastrado que fosse a cena. Tim Burton quis fazer de “Ed Wood” um filme a preto-e-branco, que tem como uma das personagens… Bela Lugosi, o célebre ator de Drácula, interpretado pelo oscarizado Martin Landau.   


"A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça" (de 1999)
Caiu nas mãos de Tim Burton um policial sobrenatural, em que o assassino em série é uma espécie de fantasma sem cabeça que decepa várias pessoas na pequena localidade de Sleepy Hollow, não muito longe de Nova Iorque, no final do século XVIII. O cineasta entra numa tensão de suspense que não lhe é muito comum.

"Big Fish" (de 2003)
Os filmes de Tim Burton coabitam nos mundos sombrios do preto e do cinzento, mas em Big Fish, Tim Burton mergulha nas paisagens de cores vivas, graças às histórias fantásticas que a personagem principal conta sobre a sua vida e que não se cansa de as repetir, que inclui encontros com uma bruxa ou com um gigante ou a forma encantada como se envolveu com aquela que viria a ser a sua esposa. 

"Charlie e a Fábrica de Chocolate" (de 2005)
Este é um musical com aquele toque peculiar que Tim Burton gosta de dar. Os cinco bilhetes dourados que cinco crianças à volta do mundo ganham para visitarem a misteriosa fábrica de chocolates de Willy Wonka é também um prémio aos espectadores do filme, como se eles tivessem ganho também o bilhete dourado para assistirem aos shows dos seres pequeninos oompa-loompas. O extravagante Willy Wonka vai vendo os concorrentes a serem eliminados, caindo nas armadilhas em função dos seus vícios. Exceto um menino.  

"A Noiva Cadáver" (de 2005)
Para Tim Burton, depois de “O Estranho Mundo de Jack”, não há divisões entre o mundo dos esqueletos e o mundo dos vivos. O noivo em carne viva de outra viva envolve-se com uma noiva cadáver, nesta animação stop motion.

"Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street" (de 2007)
O barbeiro Sweeney Todd tem as lâminas mais afiadas que Eduardo Mãos de Tesoura, alimentado pelo espírito vingativo contra um juiz corrupto que o condenara por um crime que não havia cometido 15 anos antes. A Londres do século XIX tem aquele cenário sombrio que Tim Burton gosta.