Diplomata da Ucrânia na UE alerta para "apagão" e pede munições

Chentsov Vsevolod pede mais armamento e munições, com urgência, para fazer frente à ofensiva desencadeada pela Rússia.

O coordenador da missão da Ucrânia junto da União Europeia afirmou hoje que os ataques russo contra instalações elétricas estão perto de provocar um "apagão", urgindo auxílio e a adoção do plano da Estónia para a produção de munições.    

"Precisamos de novas soluções para conseguirmos mais armamento e munições e, neste contexto, apoiamos a iniciativa da Estónia para que seja aplicado um mecanismo financeiro capaz de acelerar a produção de munições", disse Chentsov Vsevolod durante um debate em Estrasburgo sobre a invasão da Ucrânia.

O encontro sobre "um ano de guerra contra a Ucrânia" contou com as presenças do presidente da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu, o alemão David Mcallister e da francesa Nathalie Loiseau, presidente da Subcomissão da Segurança e da Defesa.

De acordo com o diplomata ucraniano, é urgente para Kiev a aprovação do programa de fabrico das munições padrão usadas pela artilharia dos países da Aliança Atlântica (calibre 155 milímetros). 

Chentsov Vsevolod alertou que, nesta altura, os ataques contra instalações elétricas estão a colocar zonas da Ucrânia numa situação "próxima do 'black out' - apagão'", insistindo no abastecimento de armas capazes de fazer frente à última ofensiva desencadeada pela Rússia em fevereiro do ano passado.