Direção Regional de Estradas da Madeira reforça segurança em zonas de risco
As equipas especializadas da Madeira intensificaram este ano os trabalhos de remoção de material instável em escarpas.
A equipa de rocheiros da Direção Regional de Estradas da Madeira já fez mais de 50 intervenções este ano em zonas de risco na região autónoma, indicou hoje o secretário de Equipamentos e Infraestruturas.
Pedro Rodrigues disse que as equipas especializadas na remoção de material instável dos taludes e escarpas acumularam já cerca de 100 dias de trabalho nas ilhas da Madeira e Porto Santo.
O governante madeirense falava aos jornalistas no decurso de uma visita ao Seixal, no concelho do Porto Moniz, na costa norte da Madeira, onde decorre uma intervenção dos rocheiros para mitigar os efeitos das frequentes derrocadas, sendo que na passada sexta-feira uma queda de pedras atingiu um cidadão, causando-lhe ferimentos.
Os rocheiros – uma carreira especial criada em 2017 – são responsáveis pela limpeza, correção e escavação de taludes em altura com recurso a técnicas de acesso e de posicionamento por cordas, a execução de trabalhos de limpeza, reparação e conservação das estradas regionais e a colaboração em atividades de proteção civil.
Pedro Rodrigues disse que, após a retirada do material instável no talude sobranceiro à via expresso que liga os concelhos de São Vicente e Porto Moniz, o Governo Regional vai estudar uma solução para mitigar o perigo, que poderá passar pela colocação de uma “rede de absorção de energia”, como já existe em vários troços nas estradas da Madeira.
Também naquela via, mas noutro troço, o executivo madeirense (PSD/CDS-PP) planeia construir um “falso túnel”, à semelhança do que já foi feito noutros locais, de modo a absorver a energia e o impacto das pedras que possam cair da escarpa.
Pedro Rodrigues avisou, no entanto, que a obra, com custo estimado entre 10 e 11 milhões, não avançará este ano.
