Doenças são responsáveis por quase metade dos dias de absentismo no SNS até junho
Dos mais de 9,2 milhões de dias de faltas por parte dos profissionais de saúde portugueses, mais de 4,2 foram justificados com motivos de doença.
Até ao final de junho, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) perdeu 9.270.004 dias de trabalho por ausências dos profissionais de saúde que trabalham no sistema português.
Os dados do portal da transparência do SNS mostram que o motivo de doença é o que principal responsável pelas faltas dos trabalhadores, traduzindo-se em 4.224.830 dias de ausência.
No segundo lugar das justificações para as faltas surge a proteção à parentalidade, com 2.783.630 dias de ausência, seguindo-se "outros" - assim identificados no portal - motivos, com 1.282.334 dias acumulados na primeira metade do ano.
Na análise comparativa, escreve o Diário de Notícias desta segunda-feira, o número acumulado de dias perdidos por ausências na primeira metade do ano diminuiu em 625.892 face ao mesmo período de 2023.
Quanto a anos completos, o máximo mais recente registou-se em 2022, quando se perderam para motivos de doença 20.702.640 dias de trabalho no SNS ao longo de todo o ano: foi o pico de um crescimento que tinha começado, pelo menos, em 2014, ano em que se inicia a série que pode ser consultada no portal do SNS.
Em 2023 registou-se uma quebra para os 16.087.556 dias perdidos por doença, um valor mais baixo do que os registados em 2020 e 2021, mais ainda acima de 2019, primeiro ano da pandemia, quando se registaram 12.633.927.
Ao DN, a presidente da Sociedade Portugal de Medicina do Trabalho adianta que tanto os números de 2023 como os deste ano podem estar a ser influenciados por doenças contraídas ainda no período pandémico e pelo cansaço acumulado no período de combate à Covid-19.
