Dos transportes à educação: as greves que marcam o arranque de 2023
O mês de janeiro vai ser marcado por greves em vários setores.
2023 começa com greves em vários setores, sobretudo nos transportes e educação, em luta pela valorização profissional, melhores salários e condições de trabalho.
Nas escolas, a paralisação começou esta terça-feira pela mão de três sindicatos.
O Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP) avançou com pré-avisos de greve até ao final de janeiro, que envolvem professores e trabalhadores não docentes.
Também esta terça feira o SIPE - Sindicato Independente de Professores e Educadores - convoca cada professor a fazer greve ao primeiro tempo do respetivo horário.
Quanto à Fenprof, além da greve ao sobretrabalho, vai avançar com greves, por distrito, a partir de 16 de janeiro, em Lisboa, que culminam com uma manifestação nacional no dia 11 de fevereiro.
Nos transportes, há greves nos comboios e nos autocarros.
Os maquinistas da CP cumprem seis dias de greve entre esta terça-feira, dia 3 de janeiro, e o próximo domingo, dia 8, sendo que o maior impacto é esperado na quarta e quinta-feira.
Paralisação também nos transportes rodoviários e urbanos do norte. O STRUN (Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte) convocou greves para os dias 13 de janeiro e 6 de fevereiro, que abrangem as empresas do grupo Transdev.
Nos portos do continente, Açores e Madeira estão previstos mais oito dias de greve até ao final do mês. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias (SNTAP) marcou paralisações para os dias 6, 9, 13, 16, 20, 23, 27, 30 de janeiro.
Antes dos portos chega a greve dos trabalhadores dos registos já esta quinta-feira, 5 de janeiro, dia em que se prvêem perturbações nos balcões do Instituto dos Registos e Notariado.
Nas prisões matém-se até dia 31 de janeiro a greve do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, bem como as greves dos guardas prisionais da cadeia anexa à sede da PJ, em Lisboa, e da prisão de Monsanto.
