Economia portuguesa com excedente de 0,4% do PIB no 1.º trimestre
Dados foram apresentados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.
A economia portuguesa, incluindo Administrações Públicas, famílias, empresas e bancos, registou um excedente de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, após um défice de 0,6% no último trimestre de 2022, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
"A economia portuguesa registou uma capacidade de financiamento de 0,4% Produto Interno Bruto (PIB) no 1..º trimestre de 2023, que compara com uma necessidade de financiamento de 0,6% no trimestre anterior”, refere o INE nas “Contas Nacionais Trimestrais Por Setor Institucional”.
De acordo com o instituto estatístico, “o aumento do saldo externo da economia refletiu a redução do défice das Sociedades Não Financeiras (SNF) e o excedente das Administrações Públicas (AP), que no trimestre anterior tinham registado um saldo negativo”.
O PIB nominal aumentou 2,6% face ao trimestre anterior e 10,8% comparativamente com o trimestre homólogo, “refletindo sobretudo o crescimento do respetivo deflator implícito”.
O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) subiram 2,7% e 2,6%, respetivamente, relativamente ao trimestre anterior (10,7% e 10,3% face ao trimestre homólogo).
O INE detalha que o aumento do RDB da economia no primeiro trimestre de 2023 foi superior ao crescimento de 2,2% da despesa de consumo final (que engloba as despesas de consumo final das famílias e das AP), “o que determinou o aumento de 4,5% da poupança bruta da economia”.
Assim, no primeiro trimestre, a poupança bruta representou 19,5% do PIB (mais 0,3 pontos percentuais que no trimestre anterior e mais 0,4 pontos percentuais que no trimestre homólogo), tendo o seu aumento determinado a melhoria do saldo da economia em 1,0 pontos percentuais.
No primeiro trimestre, a melhoria no saldo das AP resultou de um aumento da despesa (0,9%) inferior ao crescimento da receita (1,9%).
A necessidade de financiamento das SNF atingiu 2,0% do PIB, menos 0,7 pontos percentuais que no trimestre anterior, enquanto a capacidade de financiamento das sociedades financeiras se manteve em 1,9% do PIB.
Quanto à capacidade de financiamento das famílias, “reduziu-se progressivamente desde o 2.º trimestre de 2021, situando-se em 0,4% do PIB no 1.º trimestre de 2023, refletindo a redução da poupança das famílias, que resultou do aumento de 2,6% do consumo privado, superior ao crescimento de 1,9% do rendimento disponível”, refere o INE.
