Edite Estrela (PS) e Adão Silva (PSD) eleitos vice-presidentes do Parlamento
Eleição aconteceu esta tarde na Assembleia da República.
Os deputados elegeram hoje a socialista Edite Estrela e o social-democrata Adão Silva para duas das quatro vice-presidências da Assembleia da República, com o ainda líder parlamentar do PSD a atingir 190 votos favoráveis em 224.
Os resultados para as vice-presidências do parlamento foram comunicados pela secretária da Assembleia da República, a deputada do PS Maria da Luz Rosinha.
Edite Estrela, deputada do PS eleita pelo círculo de Lisboa, que foi reconduzida no cargo de vice-presidente da Assembleia da República, obtendo em 224 deputados votantes, 159 votos a favor, 59 brancos e seis nulos.
Adão Silva, deputado do PSD eleito pelo círculo de Bragança, alcançou uma votação muito expressiva, que foi saudada com uma salva de palmas por parte de deputados de várias bancadas.
O líder parlamentar cessante social-democrata obteve 190 favor, apenas 28 brancos e seis nulos.
Os candidatos indicados pelo Chega e pela Iniciativa Liberal para vice-presidentes da Assembleia da República, Diogo Pacheco de Amorim e João Cotrim Figueiredo, respetivamente, falharam hoje a eleição para o cargo.
Pacheco de Amorim conseguiu 35 votos favoráveis e Cotrim Figueiredo 108, aquém dos 116 votos necessários para obterem a maioria absoluta e serem eleitos.
Os candidatos indicados pelo Chega e pela Iniciativa Liberal para vice-presidentes da Assembleia da República, Diogo Pacheco de Amorim e João Cotrim Figueiredo, respetivamente, falharam hoje a eleição para o cargo.
Pacheco de Amorim conseguiu 35 votos favoráveis e Cotrim Figueiredo 108, aquém dos 116 votos necessários para obterem a maioria absoluta e serem eleitos.
O candidato do Chega teve 183 votos brancos e seis nulos, enquanto João Cotrim Figueiredo teve 110 brancos e seis nulos.
Apenas o Chega vai voltar a indicar um candidato a vice-presidente, já que a Iniciativa Liberal desistiu desse direito regimental.
Tal como tinha anunciado, o Chega mudou o nome do candidato a vice-presidente, apresentando Gabriel Mithá Ribeiro na segunda votação.
A eleição do vice-presidente indicado pelo Chega vai ser repetida de imediato, mas apenas uma vez, decidiu na terça-feira a conferência de líderes.
A sessão plenária da Assembleia da República será retomada pelas 18:15.
Caso depois dessa repetição continuem a não existir votos suficientes para a eleição do 'vice' indicado pelo Chega, a conferência de líderes decidiu que o assunto será tratado "em momento futuro" e a Mesa iniciará funções.
Segundo o Regimento, cada um dos quatro maiores grupos parlamentares (nesta legislatura, PS, PSD, Chega e IL) propõe um vice-presidente e, tendo um décimo ou mais do número de deputados, pelo menos um secretário e um vice-secretário.
Só são eleitos os candidatos que obtiverem a maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções e, se algum dos candidatos não tiver sido eleito, "procede-se de imediato, na mesma reunião, a novo sufrágio para o lugar por ele ocupado na lista", até estar eleito o presidente do parlamento e metade dos restantes membros da Mesa, altura em que considera atingido "o quórum necessário ao seu funcionamento".
"Terminada a reunião, mesmo não estando preenchidos todos os lugares vagos, o presidente comunica a composição da Mesa, desde que nela incluídos os vice-presidentes, ao Presidente da República e ao primeiro-ministro", acrescenta o Regimento.
Já houve no passado nomes propostos para membros da Mesa que falharam a eleição, incluindo para o lugar de presidente da Assembleia da República.
Na XV legislatura, o Chega é a terceira força política, com 12 deputados, depois do PS (120) e do PSD (77). Seguem-se IL (oito deputados), PCP (seis) e BE (cinco). O PAN e o Livre têm um deputado cada.
