Eleições: Costa afirma que próximo Governo será "próximo" do atual mas com "ajustamentos"

António Costa falava aos jornalistas no Palácio de Belém, após o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o ter indigitado como primeiro-ministro.

O secretário-geral do PS afirmou hoje que o seu próximo Governo terá uma composição muito próxima do atual, mas com a introdução de ajustamentos, apontando como exemplo a já anunciada saída do ministro Vieira da Silva.

António Costa falava aos jornalistas no Palácio de Belém, após o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o ter indigitado como primeiro-ministro, depois de ouvir os dez partidos com representação parlamentar sobre a formação do novo Governo.

"Na essência, o próximo Governo será seguramente muito próximo do atual Governo, o que não quer dizer que não haja algumas alterações. Uma pelo menos é pública, porque o próprio, o ministro [do Trabalho e da Segurança Social], Vieira da Silva, já anunciou que não estava disponível para se manter em funções", respondeu o líder socialista depois de questionado sobre a composição do próximo executivo por si liderado.

Além do caso de Vieira da Silva, António Costa referiu que, "com certeza, haverá mais algum ajustamento" no seu novo Governo. 

"Mas, para já para já, agora é o tempo de ouvir os partidos políticos com quem temos de trabalhado ao longo da legislatura, ou que foram agora eleitos e se enquadram no nosso espaço político", acrescentou, aqui numa alusão às restantes forças da esquerda parlamentar (Bloco, PCP, PEV e Livre) e ao PAN.

PS admite acordos escritos ou verbais à esquerda com formas diferentes

O presidente do PS afirmou hoje que os socialistas querem construir "uma base sólida de entendimento" à esquerda que assegure estabilidade nos próximos quatro anos, admitindo acordos escritos ou verbais e com formas diferentes.

Carlos César, que falava no Palácio de Belém, em Lisboa, à saída de uma reunião com o Presidente da República, no quadro das audições aos partidos com assento parlamentar sobre a formação do novo executivo, referiu que "o PS apenas não equacionou a formação de uma coligação com efeitos de Governo".

"Da nossa parte, o nosso empenhamento é o de, em diálogo com esses partidos, construir uma base sólida de entendimento que permita que estes próximos quatro anos decorram com estabilidade, com tranquilidade. Seja um acordo escrito, seja um acordo verbal", acrescentou.

O presidente do PS considerou que o importante é haver entendimento "sobre as principais matérias que regularão a governação nos próximos quatro anos" e admitiu acordos com formas diferentes consoante os partidos.

"Naturalmente, não é o PS que determina o comportamento dos outros partidos. Cada um escolherá a forma como contribuirá para a estabilidade política. Agora, o que é certo é esses partidos assumiram todos uma grande responsabilidade ao pedirem aos portugueses para que não houvesse uma maioria absoluta", disse. 

Carlos César defendeu que "todos aqueles que se empenharam para que não houvesse uma maioria absoluta têm agora a responsabilidade de se empenhar para que haja uma maioria estável e que os próximos quatro anos".

A delegação do PS que foi recebida pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, incluía também a secretário-geral adjunta deste partido, Ana Catarina Mendes, e a dirigente socialista Maria Antónia Almeida Santos.