Empresários que participaram na marcha lenta recebidos pelo Governo na segunda-feira
"O que estas empresas pedem é que as ouçam", pede representante dos manifestantes.
Os empresários do setor das terraplanagens que fizeram esta sexta-feira uma marcha lenta de protesto contra o preço dos combustíveis a partir de Paredes, distrito do Porto, vão reunir-se na segunda-feira com o Governo, anunciou o representante dos manifestantes.
"Recebemos contacto do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação [Miguel Pinto Luz], no dia de ontem [quinta-feira], dando nota de que está atento às nossas reivindicações e na sequência da qual foi marcada uma reunião, para a próxima segunda-feira, em Lisboa", disse à Lusa Miguel Machado Mendes.
Miguel Machado Mendes falava à Lusa minutos antes do arranque da marcha lenta organizada por empresários deste subsetor da construção civil, que partiu de Lordelo, Paredes, pelas 07h40, seguindo rumo à A41, no sentido norte-sul, e depois pela A1, no mesmo sentido, até Coimbra Sul, onde terminará.
A marcha de cerca de 140 quilómetros arrancou com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis.
O representante dos promotores da iniciativa estimou hoje no local que são esperados perto de meio milhar de pesados neste protesto, que se juntarão ao longo do percurso até Coimbra.
Segundo Miguel Machado Mendes, há quatro pontos de concentração com mais viaturas que se vão juntar à coluna, o que lhes dá uma "certeza de meio milhar de viaturas pesadas nas estradas”.
"O que estas empresas pedem é que as ouçam, ouçam as nossas reivindicações, que acolham os nossos pedidos. Entendemos que é uma luta justa e que defende o setor", acrescentou.
A marcha está a ser acompanhada pela GNR.
O protesto reúne empresas ligadas à extração de inertes, transportes, movimentação de terras e outras do ramo das terraplanagens.
Este subsetor da construção civil sente-se "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo, sendo este "um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que as empresas apresentam aos clientes.
"Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro", concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, admitindo que esta "subida histórica" está a levar a um "cenário insustentável".
