Empresas preocupadas com inflação e custo de energia
Dados de um inquérito promovido por uma consultora.
Quase metade dos participantes de um inquérito promovido pela consultora QSP identifica a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.
Numa altura em que a guerra no Médio Oriente está a fazer disparar os preços da energia, 45,2% dos profissionais que participaram neste estudo identificam a “inflação e os custos de energia” como o principal risco enfrentado pelas empresas para as quais trabalham.
O risco de ciberataques (40,7%) e a disrupção tecnológica e inteligência artificial (37,9%) são outros dois riscos identificados pelos 290 profissionais que fizeram parte do estudo “Leading the Future Economy”, conduzido pela consultora QSP – Marketing Management & Research. Cada participante podia escolher mais do que uma opção de resposta.
Este estudo analisa as principais tendências, riscos e prioridades que deverão marcar a economia e as empresas nos próximos anos e será tema de debate no QSP Summit, um evento dedicado à gestão, ‘marketing’ e estratégia empresarial, que quer reunir no verão 3.500 participantes no Porto e em Matosinhos.
As perspetivas para os próximos 12 meses destes profissionais apontam para um cenário de desaceleração da economia (resposta dada por 34,8%) ou para um cenário de estagnação (para 19,3% dos inquiridos). Apenas 19% dos profissionais destas empresas acreditam que o cenário mais provável seja o de um “crescimento moderado”.
Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma estagnação da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano quando comparado com o quarto trimestre de 2025. Quando a comparação é feita com o período homólogo do ano passado, a economia nacional acelerou 2,3%.
Questionados sobre a principal característica da economia para os próximos três anos, 42,1% dos profissionais que participaram neste estudo – sobretudo quadros médios e superiores – escolheram a opção “mais imprevisível”, enquanto 29,7% optaram pela resposta “mais digital”.
“Cerca de 76% concordam que a geopolítica internacional será uma fonte crescente de incerteza económica e mais de 70% consideram que as regras da economia tradicional já não são suficientes para responder aos desafios futuros”, lê-se ainda nas conclusões deste estudo.
Sobre a capacidade de resposta das organizações, “apenas 20% afirmam que as empresas estão claramente preparadas para competir num contexto mais global e imprevisível”.
Rui Ribeiro, presidente executivo (CEO) do QSP Summit, conclui que este estudo “mostra que o principal desafio das organizações deixou de ser apenas tecnológico. A pressão económica, a imprevisibilidade geopolítica e a necessidade de adaptação contínua estão a obrigar empresas e lideranças a rever prioridades estratégicas, modelos de decisão e competências críticas para competir”.
A 19.ª edição do QSP Summit arranca em 30 de junho, no Porto, e prolonga-se pelos dias 01 e 02 de julho, na Exponor em Matosinhos. A edição deste ano vai contar com a presença do economista Nouriel Roubini que será cabeça de cartaz.
