EN15 deverá reabrir em Candemil nos primeiros meses de 2027
A Estrada Nacional 15 está fechada neste troço desde fevereiro devido a derrocadas provocadas pelo mau tempo.
A Infraestruturas de Portugal (IP) disse hoje que a reabertura do troço da Estrada Nacional 15 (EN15) em Candemil, no concelho de Amarante, cujo corte tem motivado protestos da população, acontecerá nos primeiros meses do próximo ano.
Numa resposta escrita à agência Lusa, a empresa refere que o projeto de engenharia ficará concluído até ao final de julho, após o que será “de imediato” lançado o procedimento para a empreitada para execução dos trabalhos.
“Dadas as características da intervenção, estima-se a reposição integral das condições de circulação e segurança, naquele troço da EN15, nos primeiros meses de 2027”, acrescenta a IP.
A EN15 foi cortada ao quilómetro 74.800 em fevereiro na sequência de derrocadas provocadas pelo mau tempo, uma situação que “se prolongou demasiado”, criticou na terça-feira a presidente da Junta de Freguesia de Candemil, Sofia Marinho.
A população decidiu marcar para sábado, às 17:00, uma manifestação pública.
Segundo Sofia Marinho, além da população de Candemil, já mostraram descontentamento populações das freguesias e localidades vizinhas como Gondar e Ansiães, Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei, bem como Aboadela, Várzea e Sanche.
À Lusa, a IP referiu hoje que “as intempéries que afetaram o país nos meses de janeiro e fevereiro, marcadas por períodos de chuva intensa e persistente, provocaram danos significativos em várias infraestruturas rodoviárias, registando-se milhares de ocorrências em diferentes pontos do território nacional”, tendo sido necessário “por razões de segurança proceder ao condicionamento e corte de circulação em diversas vias”.
De acordo com a IP, em Amarante, no referido troço, “ocorreu um deslizamento do talude de aterro e da plataforma rodoviária ao quilómetro 74.800, consequência da saturação dos solos devido à elevada acumulação de água”.
“Face ao risco para a circulação rodoviária, a Infraestruturas de Portugal procedeu de imediato ao corte do trânsito naquele troço, por forma a salvaguardar a segurança dos utilizadores da via. Após a ocorrência foram prontamente iniciados os trabalhos de avaliação técnica e geotécnica, bem como a definição das soluções de engenharia necessárias para a estabilização e reparação da infraestrutura afetada”, justificou.
