Enfermeiros recusam vacinação obrigatória

No entanto, estão disponíveis para campanhas alargadas de vacinação.

A Ordem dos Enfermeiros recusa vacinação obrigatória como requisito para entrada na profissão, mas admite estar disponível para campanhas alargadas de vacinação e para discutir o investimento nos cuidados primários de saúde.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, diz que a classe não está disponível para discutir a vacinação obrigatória a "apenas um grupo profissional".

A posição de Ana Rita Cavaco surgiu a propósito do surto de sarampo identificado no norte do país, com 21 casos confirmados, entre eles 19 profissionais de saúde. 

"Parece que há uma tentativa de atribuir a culpa do surto de sarampo aos profissionais de saúde e isso eu recuso. Até porque há profissionais de saúde que tinham as duas doses da vacina", afirmou a bastonária.

Ana Rita Cavaco sublinha, no entanto, a disponibilidade para campanhas alargadas de vacinação.

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares defendeu hoje, em declarações à agência Lusa, um consenso alargado com as ordens e sindicatos dos profissionais de saúde para uma campanha pelo cumprimento do Programa Nacional de Vacinação, mas admitiu que, se não resultar, os hospitais podem tomar outras medidas, que poderão passar pela definição de requisitos para o exercício da profissão.

A vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo e neste caso até é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação.