Explosivos foram enviados a democratas e à CNN

Nova Iorque, nos estados unidos, está em alerta devido a pacotes suspeitos de conterem explosivos.

Continuam a aparecer embalagens suspeitas de terem explosivos junto a personalidades do partido democrata nos Estados Unidos. O governador Andrew Como e as senadoras Maxine Waters, Wasserman Schulz, e Kamala Harris eram as destinatárias de outros pacotes-bomba. Para já, os Serviços Secretos confirmam que o mesmo aconteceu a Barack Obama e ao casal Bill e Hillary Clinton.

Em Nova Iorque, o edifício da Time Warner, onde fica a CNN, foi evacuado por causa de um engenho explosivo.

As embalagens são semelhantes à que foi enviada, na segunda-feira, ao multimilionário George Soros, um filantropo milionário e um dos maiores doadores do partido democrata.

A agência de notícias Reuteurs avança que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, já está a par da situação e que está a levar o caso a sério, tendo já condenado o ato de violência. 

O pacote hoje enviado para as instalações do canal televisivo norte-americano CNN, em Manhattan, Nova Iorque, continha um explosivo ativo e um envelope com pó branco, indicou o comissário da polícia de Nova Iorque (NYPD).

Segundo o chefe da unidade de contraterrorismo da NYPD, John Miller,  os dispositivos improvisados eram todos semelhantes - pedaços de cano bem selados com material explosivo no interior -, mas que o da CNN era negro e tinha arames, acrescentando que a substância no envelope está a ser analisada para se saber se é perigosa.

Segundo o responsável da unidade de contraterrorismo da NYPD, os engenhos - que não chegaram às mãos dos destinatários e não fizeram feridos - estão a ser interpretados como um padrão, e ainda não foi feita qualquer detenção.

Na conferência de imprensa, o governador do Estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, disse que não ficará surpreendido se forem encontrados mais explosivos destes e que o seu gabinete também recebeu um, que está agora a ser analisado.

Para António Nunes, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), em Portugal, "este incidente tem de ser tratado como um ataque terrorista". O responsável do OSCOT refere que é preciso ver qual é "a extensão da situação que pode ser só uma parte daquilo que poderá vir a acontecer ou ser a totalidade. Quem pode estar por trás destes movimentos são sempre movimentos terroristas, quer seja terrorismo doméstico quer seja terrorismo internacional".

 

 

O presidente do OSCOT considera ainda que se trata de "uma tentativa de colocar em causa aquilo que é o sistema de segurança das instituições democráticas" e que este tipo de acontecimento pretende enviar uma mensagem de que os autores estão "em condições de poder chegar onde querem (...) Isso já foi uma mensagem que no pós 11 de setembro já aconteceu e que pode voltar a acontecer".

 

 

"Todas estas situações de ataques terroristas nos EUA têm sempre reflexos na política externa e muito mais com uma administração um pouco mais rígida nos seus princípios de observação dos factos contra a democracia", considerou António Nunes, presidente do OSCOT, em Portugal.

 

 

Entretanto, o mayor Bill de Blasio disse, em conferência de imprensa, não haver riscos noutros pontos de Nova Iorque e considerou os últimos acontecimentos como atos de terrorismo. Bill de Blasio garantiu, ainda, que a ameaça está controlada e que os nova-iorquinos podem regressar à sua rotina normal.

Estes incidentes acontecem a duas semanas das eleições intercalares nos Estados Unidos, que vão determinar se os republicanos mantém o controlo do Congresso.