Ensino superior: Medicina recupera média mais alta na primeira fase de acesso

A posição de média mais alta voltou a pertencer a Medicina, desta vez no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

O curso de Medicina registou este ano a média mais alta do concurso nacional de acesso ao ensino superior, recuperando a posição que perdeu para as engenharias em 2016, numa primeira fase sem médias acima dos 19 valores.

Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior foram divulgados hoje e, passados seis anos, a posição de média mais alta voltou a pertencer a Medicina, desta vez no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

Foi o curso mais difícil de entrar, já que o último dos 155 colocados teve 18,90 valores, uma nota abaixo, no entanto, da média registada no ano anterior, que foi de 19,03 valores, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.  

Surge em segundo lugar a licenciatura em Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, o anterior líder da tabela, onde a nota de entrada do aluno que assegurou a última vaga disponível foi 18,85 valores, também abaixo dos 19,05 valores de 2021.

Pela primeira vez desde 2018, não houve nenhum curso em que a média tenha ficado acima dos 19 valores, mas 27 superaram 18, incluindo todos os cursos de Medicina e outros na área da Saúde, alguns da área das engenharias e Matemática.