Entrevista: Francisco Lufinha espera pelo vento no meio do oceano
Enquanto aguarda pelo vento para prosseguir a odisseia entre os Açores e o Continente, o português falou connosco por telefone. Oiça a entrevista.
Se há coisa que Francisco Lufinha queria mesmo, neste momento, era vento. Muito Vento!
O velejador português e a alemã Anke Brandt, recordistas mundiais da maior viagem em kitesurf sem paragens, estão no meio do Atlântico, à espera que o vento sopre, para poderem prosseguir na travessia entre os Açores e o Continente. Tentam cumprir a maior travessia do mundo (cerca de 1 500 km).
Estão a fazer este desafio em estafetas, oito horas cada um. Lufinha arrancou ontem, segunda-feira, às 13h00, hora local (mais uma hora em Lisboa), andou bem durante cinco horas mas depois o vento foi-se, literalmente.
Durante a noite foi o turno da alemã Anke Brandt, mas acabou por estar o tempo todo parada em cima da prancha. E depois do sol nascer, já com o português, o cenário tem sido o mesmo. As previsões apontam para que o vento só sopre com intensidade suficiente amanhã pelo meio-dia.
Falámos com Francisco Lufinha esta tarde através do telemóvel que transporta. Ao longe, ele ainda consegue ver a ilha de São Miguel. E, apesar de ter sempre com quem conversar, através da equipa que está perto, no barco de apoio, nem sempre é fácil passar o tempo. Ajudámos o português a passar algum tempo e tirámos várias dúvidas. A odisseia pode ser também seguida no site ou no facebook do próprio.
Como som de fundo, até vai poder ouvir o mar.
Entrevista a Francisco Lufinha em pleno Atlântico:
