Estados Unidos apresenta novas sanções contra Cuba

Visados são o Presidente e os familiares.

O Governo norte-americano impôs esta sexta-feira sanções económicas a várias individualidades cubanas, incluindo o Presidente, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.

Entre os sancionados, estão o filho e um dos netos do ex-presidente Raúl Castro, que já não ocupa qualquer cargo oficial, mas se mantém, aos 95 anos, no centro das decisões sobre o futuro da ilha comunista.

A mulher e o enteado do atual Presidente cubano foram igualmente adicionados à lista de sanções do Departamento do Tesouro norte-americano, juntamente com o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias cubano.

Desde julho de 2025, Díaz-Canel está também sujeito a sanções diplomáticas impostas pelo Departamento de Estado norte-americano.

As relações entre os Estados Unidos e Cuba deterioraram-se consideravelmente desde o início deste ano.

Washington impôs um bloqueio petrolífero ‘de facto’ à ilha, emitiu novas sanções contra empresas e dirigentes cubanos e indiciou o ex-presidente Raúl Castro num caso que remonta a 1996.

O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, considera que a ilha comunista, situada a 150 quilómetros da costa da Florida, representa “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos e ameaçou repetidas vezes “assumir o controlo” desta.

Os dois Governos afirmam, todavia, que prosseguem os seus contactos diplomáticos.

O filho de Raúl Castro, Alejandro Castro Espin, foi um elemento fundamental nas negociações secretas entre Cuba e os Estados Unidos que conduziram, em 2015, ao restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.

Quando Washington impõe sanções a pessoas e entidades, quaisquer bens que estas possuam nos Estados Unidos são congelados.

As empresas e os cidadãos norte-americanos estão também proibidos de fazer negócios com elas, sob pena de serem também alvo de sanções.