Estados Unidos voltam a atacar Irão
Washington diz que se trata de uma resposta a ataques a navios no Estreito de Ormuz e a militares norte-americanos na região.
As forças norte-americanas anunciaram ter lançado hoje novos ataques contra alvos da Guarda Revolucionária iraniana, em resposta a ações de Teerão contra navios no estreito de Ormuz e alvos militares dos Estados Unidos na região.
"Hoje, (…) as forças norte-americanas começaram a atacar alvos da Guarda Revolucionária Islâmica [IRGC] no Irão", informaram as Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) numa breve mensagem divulgada na rede social X.
Segundo o comando militar norte-americano, a operação constitui uma resposta "aos recentes ataques da IRGC contra navios mercantes no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região".
A televisão estatal iraniana noticiou entretanto que foram ouvidas várias explosões no sul do Irão, nomeadamente nas proximidades da cidade portuária de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, junto ao estreito de Ormuz.
Esta via marítima é estratégica para o comércio internacional de petróleo e gás, mas o tráfego diminuiu significativamente desde o início da guerra no Médio Oriente, em 28 de fevereiro.
Os novos bombardeamentos ocorrem dois dias depois de Washington ter realizado os primeiros ataques contra território iraniano em cerca de um mês, atingindo plataformas de lançamento na ilha de Larak, também situada no estreito de Ormuz.
Segundo as forças norte-americanas, os equipamentos atingidos estavam a ser preparados para lançar mísseis carregados com minas marítimas no estreito.
O Irão respondeu à operação com ataques de mísseis e drones contra alvos norte-americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, apesar de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter afirmado que Teerão não pretende prolongar a guerra.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu responder às represálias iranianas, afirmando que Washington atacaria Teerão "em força", embora tenha dado indicações de que não pretende, para já, retomar uma operação militar em grande escala contra o país.
Paralelamente à pressão militar, o Governo norte-americano anunciou uma nova campanha de sanções destinada a enfraquecer economicamente o Irão e a aumentar os custos para países e empresas que mantenham relações comerciais com Teerão.
