"Estamos no limiar", alerta Marcelo em Coimbra

Situação em Coimbra é a mais "mais preocupante", alertou esta tarde a proteção civil.

Presidente da República garantiu esta tarde que "tudo o que se pode fazer, está a ser feito" na gestão das zonas afetadas pelas cheias, para atenuar os efeitos da subida da água no Rio Mondego. Em declarações aos jornalistas, em Coimbra, acompanhado pelo primeiro-ministro e após uma reunião na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para avaliar a situação, Marcelo Rebelo de Sousa avisou que "estamos no limiar", alertando que deverá melhorar um pouco esta quinta-feira, mas que as previsões apontam para que o tempo piore logo na sexta-feira.
"Estamos mesmo, mesmo nesse limiar. E é nesse limiar que se tem que gerir a situação que se vive", acrescentou, dizendo ainda que é essa gestão que está a ser feita pela APA, "é isso que está a ser feito na gestão das barragens, é isso que está a ser feito na gestão com Espanha".

Risco significativo de rutura de dique
O comandante nacional da Proteção Civil disse esta tarde que a situação “mais preocupante” é na zona de Coimbra devido ao “risco significativo” de rutura de um dos diques do Mondego e alertou para a continuação de cheias e derrocadas.

“A situação mais preocupante neste momento é no Mondego, devido ao risco significativo de poder existir alguma rutura num dos diques. São 30 quilómetros de diques, desde a zona de Coimbra até à Figueira da Foz”, disse Mário Silvestre, na conferência de imprensa diária para fazer um ponto de situação das cheias no país realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras.