Este sábado é dia de contar gelatinosas

Os organismos gelatinosos como as caravelas-portuguesas, perigosos em caso de contacto, podem estar a aumentar devido aos efeitos das alterações climáticas, segundo o programa GelAvista, que organiza no sábado o primeiro "Dia GelAvista".

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) promove este sábado, dia 20, o "Dia GelAvista", convidando os portugueses a comunicar avistamentos nas praias onde estiverem, ou comunicar não avistamentos, para melhor compreender a situação em termos de organismos gelatinosos, como medusas ou caravelas-portuguesas.

Estes organismos representam um dos maiores desafios no estudo do ambiente marinho, segundo o programa, que pede a participação dos cidadãos, através da aplicação GelAvista ou pelo mail plancton@ipma.pt.

As caravelas-portuguesas são das gelatinosas mais perigosas para o ser humano em Portugal, já que além de provocarem dores intensas, e prolongadas, podem causar problemas cardíacos.

A água-viva é outra gelatinosa comum no país, mais nos Açores e Madeira. Também provoca queimaduras ao contacto e no tratamento deve usar-se gelo. E especialmente no Algarve surge por vezes a medusa-compasso, outra espécie urticante. 

A página online GelAvista tem informação sobre todas as gelatinosas e este sábado, em Almada, em Angra do Heroísmo e na Praia da Vitória, e no Funchal estão programadas sessões educativas e atividades para as famílias para prestar mais informação.

CUIDADOS A TER

Com a caravela portuguesa deve, após lavar e limpar com água do mar a zona afetada:

  • Aplicar compressas quentes (40º C) durante cerca de 20 minutos ou, em alternativa, vinagre sem diluir;
  • Se estiver em choque, com dificuldades em respirar ou a dor persistir, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Em caso de contacto com a medusa ou água vida, deve lavar e limpar com água do mar a zona afetada e depois:

  • Aplicar compressas de gelo durante cerca de 15 minutos;
  • Se a dor persistir, consulte o seu médico ou farmacêutico.