Europeus querem mais proteção da UE perante crises internacionais

O Eurobarómetro da Primavera de 2025 do Parlamento Europeu foi divulgado esta quarta-feira.

Perante os desafios globais, os cidadãos europeus querem mais proteção da União Europeia (UE) "contra crises internacionais e riscos de segurança", mas reconhecem que a UE precisa de mais meios e de estar mas unida.

As conclusões fazem parte do Eurobarómetro da Primavera de 2025 do Parlamento Europeu, realizado em maio, e que resultou de 26 410 entrevistas.

No inquérito, divulgado esta quarta-feira, é referido que 68% dos inquiridos (80% dos quais em Portugal) defendem que a UE deve ter um papel mais importante na proteção dos cidadãos, 90% apela a mais união entre os Estados-Membros e 77% considera que a UE precisa de mais meios para prevalecer "num panorama geopolítico em rápida mutação."

Para reforçar a posição no mundo, a UE deve centrar-se na defesa e segurança (37%) e na competitividade, economia e indústria (32%). 

A maioria dos inquiridos defende ainda a importância do Parlamento Europeu ter mais meios para controlar as despesas da UE e concorda que "a concessão de fundos aos países da UE deve estar subordinada ao respeito do Estado de direito e dos princípios democráticos."

Quanto à importância da União Europeia, 73% dos europeus e 89% dos portugueses afirmam que a adesão à UE foi benéfica para o seu país. Em Portugal, 45% dos inquiridos entendem que o facto de ser Estado-Membro da União confere ao país uma voz mais forte no Mundo.

Na questão dos tópicos prioritários a abordar pelo Parlamento Europeu, os portugueses colocam no topo das preocupações a luta contra a pobreza e exclusão social, seguindo-se a inflação, o aumento dos preços e do custo de vida, além de mais apoio para a saúde pública.

Ficha técnica

O Eurobarómetro da primavera de 2025 do Parlamento Europeu foi realizado pela agência de investigação Verian entre 5 e 29 de maio de 2025 nos 27 Estados-Membros da UE. O inquérito foi realizado presencialmente, com recurso a entrevistas adicionais por videoconferência em alguns países (Dinamarca, Malta, Países Baixos, Finlândia e Suécia). No total, foram realizadas 26 410 entrevistas. Os resultados da UE foram ponderados de acordo com a dimensão da população de cada país.