Eurovisão: país em conflito armado ou em situação geopolítica sensível não pode receber festival

O Festival Eurovisão da Canção anunciou hoje alterações às suas regras, especificando que o país vencedor, que tradicionalmente acolhe o concurso no ano seguinte, deixará de o poder fazer, se estiver em guerra.

O Festival Eurovisão da Canção anunciou hoje alterações às suas regras, especificando que o país vencedor, que tradicionalmente acolhe o concurso no ano seguinte, deixará de o poder fazer, se estiver em guerra.

"As regras do concurso estipulam agora que a emissora vencedora ficará automaticamente inelegível para acolher o concurso se um conflito armado, uma situação geopolítica sensível ou qualquer outra situação afetar significativamente a segurança ou a estabilidade do seu Estado ou região circundante", anunciaram os organizadores da Eurovisão, em comunicado, citado pela agência noticiosa France Presse.

A BBC, no seu 'site', adianta que a alteração foi aprovada, com a auscultação das emissoras participantes, depois da edição deste ano do festival, realizada em Viena, pela ORF.

Esta atualização é interpretada como uma reação à presença contínua de Israel no concurso, no meio das críticas às suas ações militares em Gaza e no Médio Oriente, refere a BBC

Em novembro passado, após uma tentativa falhada de suspender Israel, cinco emissoras anunciaram que iriam boicotar a competição – incluindo as "potências" da Eurovisão, Espanha, com duas vitórias, em 1968 e 1969, e Irlanda, que venceu já por sete vezes, em 1970, 1980, 1987, 1992, 1993, 1994 e 1996.

Apesar dos protestos, o israelita Noam Bettan alcançou, este ano, o 2.º lugar, com a canção "Michelle". A canção vencedora foi "Bangaranga", defendida por Dara, representante da Bulgária.