Eutanásia: Parlamento aprova na generalidade despenalização da morte medicamente assistida

Os deputados rejeitaram a proposta de referendo apresentada pelo Chega.

A Assembleia da República aprovou hoje na generalidade os quatro projetos de PS, BE, IL e PAN que regulam a despenalização da morte medicamente assistida e seguem agora para o trabalho na especialidade.

Na votação dos quatro diplomas posicionaram-se a favor a maioria dos deputados da bancada do PS - incluindo o líder parlamentar, Eurico Brilhante Dias - e ainda o BE, Iniciativa Liberal e os deputados únicos do Livre, Rui Tavares, e do PAN, Inês Sousa Real. 

Votaram contra as bancadas do Chega, do PCP e a esmagadora maioria dos deputados do PSD, incluindo o líder parlamentar, Paulo Mota Pinto, e o secretário-geral, José Silvano. 

A Assembleia da República rejeitou o projeto de resolução do Chega que pedia a realização de um referendo sobre a despenalização da morte medicamente assistida. A grande maioria da bancada do PSD -- 59 deputados dos 70 que participaram nas votações -- votaram a favor ao lado dos 12 deputados do Chega. Votaram contra o PS, Iniciativa Liberal, Bloco de Esquerda, PCP, os deputados únicos do PAN e do Livre, bem como nove deputados do PSD.

O projeto do Chega foi assim rejeitado com 71 votos a favor, 147 contra e duas abstenções, também de deputados do PSD.