Exército israelita mata 15 e fere 83 no sul do Líbano

Governo de Beirute denuncia ataque a pessoas que regressavam a aldeias após cessar-fogo.

As Nações Unidas altertaram hoje que as condições para o regresso ao Líbano de residentes de localidades fronteiriças com Israel “ainda não estão reunidas”, no dia em que o exército israelita atacou o sul do país, causando 15 mortos.

O exército israelita abriu hoje fogo contra moradores do sul do Líbano que tentavam regressar às suas aldeias às centenas, provocando 15 mortos e 83 feridos, de acordo com um balanço provisório do Ministério da Saúde libanês.

Segundo o ministério, “os ataques do inimigo israelita contra cidadãos que tentavam regressar às suas aldeias ainda sob ocupação deixaram 15 mortos, incluindo um soldado do exército libanês e duas mulheres, bem como 83 feridos”. 

“O fogo do inimigo israelita é parte da sua contínua agressão contra cidadãos e soldados nas áreas da fronteira sul”, afirmou o exército libanês num comunicado. 

Segundo a ONU, o exército israelita destacado no setor vai manter-se na região apesar de expirar o prazo estabelecido para a sua retirada, premissa integrada no acordo de cessar-fogo com o Hezbollah. 

“Ainda não estão reunidas as condições para o regresso seguro dos cidadãos às suas aldeias ao longo da Linha Azul”, afirmaram numa declaração conjunta a representante da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, e o general Aroldo Lazaro, comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL).

“As comunidades deslocadas [...] são, portanto, mais uma vez chamadas a ter cautela”, acrescentaram.