Famílias portuguesas poupam menos no segundo trimestre
A taxa de poupança das famílias caiu no segundo trimestre em Portugal, na União Europeia e na zona euro, apesar do aumento do rendimento disponível em Portugal.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
De acordo com informações hoje divulgadas pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, "no segundo trimestre de 2026, a taxa de poupança diminuiu 0,2 pontos percentuais na área do euro e 0,3 pontos percentuais na União, em comparação com o trimestre anterior".
Poupança recua na zona euro e na União Europeia
Assim, na área da moeda única, a taxa de poupança das famílias desceu para 14,2%, face a 14,4% nos primeiros três meses do ano, enquanto na UE recuou para 13,9%, comparativamente a 14,2% no primeiro trimestre.
Em Portugal, a taxa de poupança diminuiu 0,5 pontos percentuais entre abril e junho, de acordo com os indicadores trimestrais ajustados de sazonalidade publicados pelo serviço comunitário de estatística.
Rendimento disponível aumenta 1,7% em Portugal
No mesmo período, o rendimento disponível bruto das famílias aumentou 1,7% em Portugal, enquanto a despesa de consumo individual cresceu 2,2% e a formação bruta de capital fixo avançou 2,4%, face ao trimestre anterior.
Na zona euro, a taxa de investimento das famílias diminuiu de 8,4% para 8,3%, enquanto na UE recuou de 8,1% para 8,0%.
Em Portugal, este indicador manteve-se estável no segundo trimestre.
Finlândia regista maior descida da poupança
Entre os Estados-membros para os quais existem dados disponíveis, a taxa de poupança aumentou em quatro países e diminuiu em 11, sendo que as maiores subidas se registaram na Polónia e na Chéquia, ambas de 0,6 pontos percentuais, enquanto as descidas mais acentuadas ocorreram na Finlândia (-1,6 pontos percentuais), na Hungria (-1,4) e em Itália (-1,2).
A taxa de poupança das famílias corresponde à parcela do rendimento disponível bruto que não é utilizada em despesas de consumo final.

