Fenprof avisa: existem 170 mil alunos sem professores

Aulas do ensino secundário arrancam esta segunda-feira e a falta de docentes continua a ser um problema.

Resumo IA

• O ano letivo começou com mais de 170 mil alunos sem professor, segundo a Fenprof.

• A falta de docentes agrava-se com o início das aulas para os alunos do 10º, 11º e 12º anos.

• O Ministério da Educação enfrenta críticas e aponta para a bolsa de reserva e baixas médicas como causas da situação.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

O ano letivo já começou por completo, em todos os graus de ensino e mais de 170 mil alunos estão sem professor, de acordo com a Fenprof. 

A falta de docentes, segundo o secretário-geral, José Feliciano Costa “agrava-se” com o início das aulas para os alunos do 10º, 11º e 12º anos. 

À falta de professores, o Ministério da Educação responde com a bolsa de reserva que é criticada pelo sindicato. 

Dados da Fenprof mostram que a maior parte dos professores em reserva concentram-se “no pré-escolar, no primeiro ciclo e em docentes de Educação Física”. 

A somar a isto, os professores rejeitam mudar de localidade pois não podem pagar “quartos que chegam aos 500 ou 600 euros”. 

O Ministério da Educação, também, através do ministro, Fernando Alexandre aponta as baixas médicas como um dos problemas que leva à falta de professores. 

A Fenprof rejeita a ideia e fala em poucos docentes com baixa, cerca de 2000, num universo de 150 mil docentes, com uma classe profissional “bastante envelhecida”. 

O sindicato aponta a saída de 15 a 20 mil professores nos últimos anos, para outras profissões, como um problema sobre o qual nada se fez para resolver.